Braga, quarta-feira

Insolvências recuam 19% em 2022 para mínimo dos últimos 3 anos - Iberinform

Economia

06 Janeiro 2023

Lusa

As insolvências de empresas em Portugal diminuíram 19% em 2022 face a 2021, para o valor mais baixo dos últimos três anos, enquanto as constituições de novas empresas aumentaram mais de 15%, divulgou hoje a Iberinform.

Em comunicado, a filial da Crédito y Caución refere que, no ano passado face ao anterior, foram declaradas insolventes menos 901 empresas, correspondendo as 3.869 insolvências registadas a uma média mensal de 352, “o valor mais baixo dos últimos três anos”.
 

As declarações de insolvência requeridas por terceiros diminuíram cerca de 23% face a 2021, enquanto as apresentações à insolvência pelas próprias empresas decresceram mais de 22% e os encerramentos com plano de insolvência baixaram de 51 em 2021 para 46 em 2022 (-9,8%).
 

A análise da Iberinform aponta ainda que os distritos de Lisboa e do Porto lideraram em insolvências, com totais de 1.035 e 875, respetivamente, o que traduz uma diminuição de 6,8% na capital e de cerca de 27% no Porto.
 

“Contudo, os maiores decréscimos registam-se nos distritos de Portalegre (-38%), em Angra do Heroísmo (-35%), na Madeira (-32%) e em Viana do Castelo (-30%)”, destaca, detalhando que, “dos 20 distritos que apresentam decréscimos, 80% têm valores superiores a dois dígitos”.
 

Em 2022, apenas dois distritos apresentaram aumentos nas insolvências face a 2021: Horta (+ 100%) e Braga (+44%).
 

Por setores, verifica-se que apenas dois não viram decrescer as insolvências em relação a 2021: ‘Eletricidade, gás e água’ (aumento de 5,9%) e ‘telecomunicações’ (variação nula).
 

Já os maiores decréscimos registaram-se na ‘indústria extrativa’ (-25%), na ‘hotelaria e restauração’ (-22%), na ‘indústria transformadora’ (-22%) e nos ‘outros serviços’ (-22%), tendo o setor da ‘construção e obras públicas’ apresentado uma diminuição de cerca de 19% e o do ‘comércio de veículos’ de 15%.
 

Analisando as constituições de empresas, apura-se no ano passado um aumento superior a 15%, com um total de 47.930 novas empresas criadas, mais 6.423 do que em 2021 (41.507).
 

“O número de constituições mais significativo regista-se em Lisboa, com 16.734 novas empresas (+25%), seguida pelo Porto, com 7.989 empresas (+9,9%)”, nota a Iberinform.
 

Por regiões, mais de 77% dos distritos têm aumentos nas constituições, com acréscimos que variam entre os 2,4% (Braga) e os 27% (Faro).
 

Com aumentos de dois dígitos, destacaram-se os distritos de Ponta Delgada (+25%), Setúbal (+25%), Horta (+21%), Portalegre (+19%) e Coimbra (+17%), sendo que na Madeira o aumento foi superior a 16% e em Angra do Heroísmo se situou nos 9,4%.
 

Pelo contrário, apenas quatro distritos apresentaram variação negativa: Bragança (-10%), Évora (-5,9%), Viseu (-4%) e Viana do Castelo (-0,6%). Castelo Branco tem variação nula face a 2021, com um total de 499 novas empresas constituídas em cada ano.
 

Numa análise por setores, no ano passado registaram variação positiva na constituição de novas empresas os ‘transportes’ (+114%), ‘telecomunicações’ (+32%), ‘hotelaria e restauração’ (+21%), ‘outros serviços’ (+17%), ‘comércio de veículos’ (+13%), ‘eletricidade, gás e água’ (+8,5%), ‘construção e obras públicas’ (+7%), ‘comércio por grosso’ (+9,2%) e ‘agricultura, caça e pesca’ (+0,7%).
 

Já a ‘indústria extrativa’ (-33%), o ‘comércio a retalho’ (-14%) e a ‘indústria transformadora’ (-2,6%) tiveram uma variação negativa face a 2021 na criação de novas empresas.

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