Braga, quarta-feira

Investimento de 701 mil euros para travar degradação de museu em Braga

Regional

23 Fevereiro 2021

Redação

O Museu dos Biscainhos, em Braga, vai ser alvo de obras de conservação e restauro orçadas em 701 mil euros, para travar o processo de degradação do imóvel, anunciou hoje a Direção-Regional de Cultura do Norte (DRCN).

O Museu dos Biscainhos, em Braga, vai ser alvo de obras de conservação e restauro orçadas em 701 mil euros, para “travar o processo de degradação” do imóvel, anunciou hoje a Direção-Regional de Cultura do Norte (DRCN).

Em comunicado, a DRCN refere que aquela foi uma das sete novas candidaturas aprovadas no âmbito do aviso Património Cultural-Infraestrutural do Programa Operacional Norte 2020.

“Na presente operação, pretende-se travar o processo de degradação, através de intervenções de conservação e restauro adequadas e assentes em critérios de rigor histórico, científico e técnico”, sublinha.

Acrescenta que a atual candidatura visa, além da intervenção física, “a proteção, valorização e promoção de um património único, de elevado valor e caráter singular, através de iniciativas de programação cultural que ocorrem no âmbito da rede de monumentos sob a gestão da Direção Regional de Cultura do Norte.

Em outubro de 2020, a deputada do Bloco de Esquerda Alexandra Vieira alertou para a necessidade de “obras urgentes” no Museu dos Biscainhos, designadamente ao nível da cobertura e dos respetivos caleiros.

“Há 20 anos que não há qualquer intervenção no edifício e a cobertura está a dar sinais muito preocupantes”, disse, na altura, aquela deputada.

O Museu dos Biscainhos está instalado no Palácio dos Biscainhos, fundado no século XVII e transformado na primeira metade do século XVIII.

Em 1978, o palácio foi convertido em museu.

“O palácio, os jardins barrocos e as suas coleções revelam o quotidiano da nobreza setecentista e dos outros habitantes do espaço: capelães, criados e escravos”, lê-se na página da DRCN.

A exposição permanente permite o conhecimento contextualizado de coleções de artes decorativas (mobiliário, ourivesaria, cerâmica, vidros, têxteis, metais), instrumentos musicais, meios de transporte, gravura, escultura/talha, azulejaria e pintura, entre o século XVII e o primeiro quartel do século XIX.

O edifício está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1949.

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