Braga, segunda-feira

Investimento de quatro milhões retira lixo orgânico do aterro sanitário

Regional

29 Dezembro 2020

Redação

AGERE pretende implementar a recolha de lixo orgânico a todo o concelho, evitando que o mesmo seja colocado nos contentores para resíduos indiferenciados. O lixo biodegradável representa actualmente 30% do total de resíduos enviados para aterro.

Do total de resíduos sólidos urbanos (lixo indiferenciado) que é recolhido no concelho de Braga, 30% são materiais que poderiam ter sido depositados em ecoponto e outros 30% são resíduos orgânicos. A Braval e a Agere estão a trabalhar numa candidatura com o objectivo de promover a separação do lixo orgânico, diminuindo assim a quantidade de lixo indiferenciado que actualmente ainda tem como destino final o aterro sanitário.

“É um projecto que implica o investimento de três milhões de euros na Braval e de mais um milhão de euros na Agere” avançou ontem Rui Morais. O administrador da Agere e da Braval falava no decorrer da reunião de câmara onde foi aprovado, com a abstenção dos vereadores da oposição, o tarifário da Agere para 2021.

O vereador socialista Artur Feio questionou o “timing” deste novo projecto para recolha de lixo orgânico, lembrando que ainda recentemente a Agere concretizou um investimento de seis milhões de euros na colocação de novos contentores em todo o concelho e implementou um novo sistema de recolha de resíduos sólidos urbanos, terminando com a recolha porta-a-porta.

Em resposta, Rui Morais explicou que este novo projecto “será complementar” ao que permitiu implementar o recente sistema de recolha de lixo indiferenciado. “O investimento que vamos fazer em baixa, pela Agere, será sobretudo na sensibilização da população para a separação dos resíduos orgânicos, com acções porta-a-porta e também com a oferta de sacos para recolha desse lixo orgânico”, explicou, realçando que todo o investimento feito até agora será aproveitado. “O investimento previsto, para fazer em baixa, é todo de sensibilização. Vamos aproveitar, ou melhor complementar, todo o investimento feito até agora na recolha, nomeadamente contentores e camiões”, garantiu.

Rui Morais realçou que este projecto é importante também porque ao permitir retirar até 30% do lixo que é colocado em aterro isso vai reflectir-se na redução da TGR a pagar pelos bracarenses, uma vez que essa taxa é paga em função das toneladas de resíduos sólidos urbanos recolhidos.

Recorde-se que a Agere desenvolve já no centro histórico de Braga um projecto-piloto de recolha de resíduos orgânicos, junto dos sectores da hotelaria e restauração.

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