Braga, sexta-feira

Já arrancou obra de reconstrução da sede da Cruz Vermelha de Braga

Regional

07 Janeiro 2020

Redação

Primeira fase da reconstrução da sede da delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa já arrancou com demolições e contenção de fachada. Investimento global na ordem de um milhão de euros continua a apelar à ajuda de empresas e cidadãos.

Já arrancou a primeira fase da obra de reconstrução da sede da delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) que começa por trabalhos de demolição e contenção de fachadas do edifício principal.


O contrato para a primeira fase foi assinado ontem na presença do presidente da direcção da delegação de Braga da CVP, Armando Osório, do coordenador do Grupo de Apoio à reconstrução, Carlos Bernardo, e do empresário do JCGroup, José Correia, que executa a empreitada.
 

O presidente da direcção da CVP de Braga assumiu: “hoje estão pagas as dívidas todas que herdamos e estamos prontos para nos lançarmos nesta obra”.


A reconstrução da sede avança sem qualquer comparticipação do Estado, garante Armando Osório que se mostra confiante num “apoio grande da sociedade bracarense”.
 

Face à inexistência de qualquer programa de financiamento que enquadre esta empreitada, a delegação de Braga da CVP propõe-se recorrer a um empréstimo bancário, explicou o dirigente da instituição, ontem, à margem da assinatura do contrato da primeira fase da obra.


O empréstimo bancário será na ordem do milhão de euros, correspondente ao valor da obra, especificou Armando Osório.


No contexto do apelo lançado à sociedade, foi também solicitado apoio ao Estado, através da Segurança Social, mas ainda não obteve resposta, revelou o adjunto da direcção, David Rodrigues, lembrando que a CVP de Braga garante um conjunto de respostas sociais.
 

No que toca a apoios, Armando Osório enaltece o exemplo do empresário que vai executar a primeira fase da obra e que contribui com um “apoio importante.
 

Do valor base da proposta da empreitada, que se cifra em 126 mil euros, será emitido uma factura de donativo humanitário na ordem dos 30 mil euros correspondente a trabalhos e fornecimentos a executar na obra.


“Espero que este contributo seja inspirador para outras empresas e cidadãos” afirmou o presidente da CVP de Braga.


O coordenador do grupo criado para apoiar a reconstrução da sede deu conta que, até agora, as empresas têm respondido melhor que os cidadãos e lembra que este grupo não faz mais que retribuir um pouco do muito que é a obra social da CVP de Braga.
 

Armando Osório acredita que com o desenrolar da obra, os cidadãos se irão solidarizar com esta causa. Enquanto isso, “continuamos a bater às portas” afirmou, lembrando que um donativo igual ou superior a 100 euros dá direito a ter o nome perpetuado na futura sede.
 

O presidente da direcção reafirmou o compromisso da transparência, publicitando, no site oficial da delegação de Braga da CVP, todas as receitas e despesas relacionadas com a reconstrução da sede.
 

Concurso para a 2.ª fase avança este mês
 

Ainda no corrente mês será lançado, na plataforma, o concurso público para a segunda fase de reconstrução da sede da delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), avançou ontem ao “Correio do Minho” o presidente da direcção, Armando Osório. A segunda fase, com um orçamento previsto a rondar o milhão de euros, contempla a reconstrução e ampliação do edifício.


O objectivo é concentrar na futura sede todos os serviços da delegação de Braga, não só os que já lá existiam, mas também os que estão espalhados por outras instalações, como a acção social, o serviço de apoio domiciliário e a Juventude da Cruz Vermelha.
 

“Braga com a Cruz Vermelha”
 

A primeira fase, que já arrancou no terreno, tem um prazo de conclusão previsto de três meses.


No contexto da angariação de fundos para a reconstrução da sede estão a ser planeadas actividades para concretizar ao longo do ano. “Quanto menos a CVP de Braga investir e ficar presa a um compromisso financeiro, mais fundos liberta para o resto da sua obra” sublinhou Carlos Bernardo, ressalvando que “o desejável é que a obra se concretize com o mínimo impacto negativo na obra social da instituição”.


Armando Osório também reconhece que “quanto mais a sociedade ajudar, mais a Cruz Vermelha poderá continuar a ajudar a sociedade”.

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