Braga, sexta-feira

José Sousa está na Colômbia como seleccionador nacional

Desporto

12 Março 2020

Redação

Ex-treinador da Federação Portuguesa de Canoagem, que orientou Emanuel Silva em Jogos Olímpicos e Campeonatos do Mundo, assume dia 24 o cargo de seleccionador da Colômbia.

José Sousa, nascido em Prado no ano de 1967, e ex-membro da equipa técnica da Federação Portuguesa de Canoagem, está na Colômbia já a trabalhar como seleccionador.

Tendo como horizonte o ciclo olímpico que vai culminar com os jogos de Paris 2024, assina o vínculo este mês.

“Os contratos aqui são anuais e com muitos papéis para assinar. Portanto vamos ano a ano e ver como corre”, salienta.

Os objectivos imediatos, como nos revela, via messenger, desde a Colômbia, são “melhorar o rendimento destes atletas” e os Campeonatos Panamericanos que se vão realizar em Curitiba, Brasil (7 a 10 de Maio )que vão servir também de apuramento olímpico.

“Vamos tentar tudo o que está ao nosso alcance, não é fácil, porque começo a minha função como seleccionador a 24 de Março e é muito em cima do acontecimento”, conta-nos.

Questionado sobre o que é que o levou a sair de Portugal para a Colômbia, responde:

“Como em tudo na vida, há um início e um fim. Já não havia condições para eu continuar a trabalhar em Portugal ao mais alto nível. De Agosto de 2017 até Junho de 2018 vivi talvez o período mais difícil da minha carreira como treinador, por esse motivo tinha que sair de Portugal para dar continuidade ao meu trabalho e surgiu a oportunidade de vir para cá”.

Segundo José Sousa, estar fora de Portugal “custa imenso, quer a nível familiar, o mais difícil de facto”, mas também “a nível profissional”.

“Gostaria de estar a trabalhar no meu País, mas como referi anteriormente neste momento não é possível”, realça.

Questionado sobre se, sem o Inverno, naquela geografia as condições climáticas são mais favoráveis para o trabalho na modalidade, admite que o clima, é mesmo o “melhor que se pode ter” por ali para a modalidade praticada ao ar livre.

“As temperaturas são muito agradáveis, quase todo o ano 22 a 24 de máxima e as mínimas raramente baixam de 15 graus. Melhor ainda é haver pouca chuva; se chover normalmente é à tarde ou à noite e é uma chuva de pouca duração. Melhor é impossível, em Portugal não temos este clima”, observa.

O que tem aquele país para canoístas que vão lá regularmente cumprir planos de preparação, como recentemente Fernando Pimenta? Perguntamos ainda. “Treino em altitude”, responde, explicando que na distância de 1000 metros a componente aeróbia “é muito importante”.

“Por este motivo, ao nível fisiológico há ganhos e benefícios que vão ser importantes na preparação de um atleta. Depois há também a possibilidade de mudar de lugar de treino, estar sempre no mesmo local pode tornar-se monótono”, adianta.

Por outro lado, admite que não dispõe de “organização e atletas com mais atitude como há em Portugal”, mas, conclui, “com tempo eu tenho a certeza de que vamos mudar tudo isto”.

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