Braga, terça-feira

Lares bracarenses ansiosos pela chegada da vacina contra a Covid-19

Regional

05 Janeiro 2021

Lusa

A chegada da vacina contra a Covid-19 aos lares é ansiada por todos e as instituições que acolhem idosos em Braga dizem-se preparadas. Os directores confessam as expectativas elevadas e aguardam orientações.

É com “expectativas elevadas” e a vislumbrar “a luz ao fundo do túnel” que os lares de Braga olham para o arranque da vacinação contra a Covid-19. Há 15 dias que a Segurança Social solicitou às instituições bracarenses o número de funcionários a vacinar, mas até ao momento ainda não tiveram qualquer indicação da data para o início da vacinação, que é esperada com grande anseio.


“A expectativa é muito grande”, confessa a irmã Maria Luísa, directora técnica do Asilo de S. José - uma das primeiras estruturas residenciais para idosos a ser fustigada pela pandemia provocada pelo novo coronavírus. “Já não temos nenhum caso de Covid-19 desde Maio e estamos desejosos que a vacina chegue o mais rápido possível, até porque já se fala numa 3.ª vaga pandémica e não há dúvidas que a vacina é a melhor forma de nos garantir mais segurança”.
 

 A não existência de ‘casos activos’ de Covid-19 é uma das condições essenciais para que qualquer instituição possa receber a vacina.


“Nós fomos contactados pela Direcção-Geral de Saúde, há cerca de 15 dias, e foi-nos pedida a lista de colaboradores, que enviámos imediatamente, mas até ao momento ainda não tivemos mais nenhuma indicação, nem sequer da possível data de vacinação”, apontou a directora técnica do Asilo de S. José, frisando, no entanto, que a notícia do início da vacinação ter sido muito bem acolhida dentro da instituição que é o lar de 100 idosos e o ganha-pão de 70 funcionários.
 

 É também com “ansiedade” que se espera pela vacina no Lar Conde de Agrolongo, onde vivem 152 utentes e trabalham 130 colaboradores. “Estamos realmente ansiosos que iniciem a vacinação no nosso lar e nos outros lares da região porque é uma grande vantagem quer para os funcionários, quer para os utentes”, disse João Evaristo Gonçalves, presidente da direcção da instituição, referindo que também ainda não lhes foi comunicada a data de vacinação.


“Toda esta situação tem sido muito complicada de gerir no sentido de evitar os contágios”, frisou o responsável, indicando que as visitas de familiares estão interrompidas. “Foram várias as alterações que tivemos que realizar dentro de portas para garantir o máximo de segurança, inclusive até a instalação de alas de isolamento para podermos tratar de casos suspeitos de Covid-19”, referiu. “Temos tido alguns casos, com o contágio principalmente através de funcionários, mas o início da vacinação é, de facto, uma ‘luz ao fundo do túnel’ e estamos ansiosos pela chegada da vacina”.

 
O estado de emergência decretado em 9 de Novembro para combater a pandemia foi renovado até 7 de Janeiro, com recolher obrigatório entre as 23 horas e as 5 horas nos concelhos do território do continente de contágio mais elevado.

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