Liberais no PE rejeitam apoio a Von der Leyen se negociar com populistas

Internacional

04 Julho 2024

Lusa

O grupo liberal no Parlamento Europeu (PE) rejeitou hoje quaisquer negociações entre a próxima presidente da Comissão Europeia e “políticos extremistas ou populistas”, a menos de duas semanas da votação de Ursula von der Leyen no plenário de Estrasburgo.

Em comunicado, os liberais do Renovar a Europa apresentaram as prioridades para a próxima legislatura e também as 'linhas vermelhas' para apoiar a candidatura da 'spitzenkandidat' (candidata principal) do Partido Popular Europeu (PPE).
 

O Renovar a Europa rejeitou “qualquer acordo sobre a próxima presidente da Comissão Europeia que envolva políticos extremistas ou populistas”, pedindo também a implementação do Novo Pacto em Matéria de Migrações e Asilo e a transição ecológica, tal e qual como foram aprovados.
 

A posição surgiu a menos de duas semanas da votação por parte dos eurodeputados do nome de von der Leyen, durante a sessão em Estrasburgo que vai realizar-se entre 16 e 19 de julho.
 

Ursula von der Leyen estabeleceu como 'linhas vermelhas' quaisquer forças políticas que sejam antieuropeístas, contra o apoio à Ucrânia e que tenha posições contrárias ao Estado de direito.
 

Mas os seus opositores, nomeadamente o 'spitzenkandidat' socialista Nicolas Schmit, consideraram que a antiga ministra da Defesa alemã não foi clara o suficiente.
 

A presidente reeleita do Renovar a Europa, a francesa Valérie Hayer, já tinha dito que os liberais não apoiariam a candidatura de von ver Leyen se houvesse a hipótese de incluir nas negociações, por exemplo, os dois grupos que agregam a extrema-direita (que poderão passar a ser três).
 

Os Conservadores e Reformistas Europeus (ECR) concluíram na quarta-feira a integração de eurodeputados no grupo político, que agrega parte da extrema-direita, aumentando para 84 membros na legislatura que vai até 2029.
 

Em comunicado, o ECR deu conta de que, concluído o processo de integração de eurodeputados depois das eleições no início de junho, vai iniciar a legislatura com 84 eleitos, um crescimento em relação aos 62 eurodeputados com que o ECR iniciou a anterior, em 2019, e aos 69 que faziam parte desta família política antes das eleições para o Parlamento Europeu (PE).
 

Depois do PPE e dos Socialistas e Democratas, o ECR é atualmente o terceiro grupo político com maior representação no hemiciclo europeu, tendo ultrapassado os liberais do Renovar a Europa, mas ainda é necessário fechar as contas para dar como certo que os conservadores têm mais eurodeputados.
 

O Parlamento Europeu tem de aprovar o nome da presidente da Comissão por maioria absoluta (metade de todos os eurodeputados mais um).
 

Se o candidato não conseguir obter a aprovação do Parlamento Europeu, o Conselho Europeu tem de propor um novo candidato no prazo de um mês.

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