Braga, quarta-feira

Luta contra a pandemia já custou meio milhão ao Município

Regional

03 Fevereiro 2021

Redação

Manuel Moreira revela que o investimento directo da Câmara no combate à pandemia ascende aos 300 mil euros, mas se se considerarem todos os apoios indirectos já andará no meio milhão de euros.

Contas feitas, desde Março de 2020, a Câmara Municipal de Amares já investiu cerca de 300 mil euros na luta contra a Covid--19 e as suas consequências para a vida das famílias, das instituições e das empresas do concelho.

O número é avançado ao ‘Correio do Minho’ pelo presidente da Câmara, Manuel Moreira, que realça que “300 mil euros é o investimento directo, porque o indirecto deverá andar no milhão de euros”.
Como o edil salienta, é um investimento significativo para uma Câmara Municipal com a dimensão da de Amares.

As medidas de apoio implementadas têm sido diversas desde o início da pandemia. Uma das mais recentes visa auxiliar as famílias em situação de desemprego e o comércio local durante o primeiro trimestre de 2021, podendo posteriormente ser prolongada se se justificar.

“São medidas que representam um esforço significativo”, nota Manuel Moreira. Em concreto, estima-se que a medida alcance 700 consumidores e corresponda a um apoio do município em cerca de 17.000 euros por mês.

Assim, neste primeiro trimestre, vai ser aplicada isenção de tarifas de abastecimento de água, saneamento e de resíduos urbanos aos consumidores domésticos cujos agregados familiares tenham comprovadamente perda de rendimentos, designadamente por efeitos de desemprego ou lay-off e desde que o rendimento do agregado não ultrapasse um salário mínimo nacional per capita. O apoio é concedido mediante requerimento apresentado nos serviços municipais e os valores serão creditados nas facturas seguintes após aprovação.

Aos consumidores não-domésticos, nomeadamente comércio, serviços e restauração também será concedida isenção de tarifas dos sistemas de abastecimento de água, saneamento de águas residuais e de resíduos urbanos aos consumidores não-domésticos comércio, serviços e restauração, mediante requerimento apresentado nos serviços municipais.

Também as IPSS terão isenção de tarifas dos sistemas de abastecimento de água, saneamento de águas residuais e de resíduos urbanos, limitado ao contador principal, também mediante requerimento.
Será ainda aplicado um reforço da bonificação na adesão à factura electrónica e débito directo, neste período, em 1,5 euros por factura.

O significativo investimento na luta contra a pandemia e os seus efeitos na vida das famílias, das IPSS e das empresas locais obviamente que condiciona a actuação da Câmara noutra áreas, nomeadamente na realização de obras. Assumindo como prioridade “os seres humanos”, Manuel Moreira explica que apenas avançarão as obras com financiamento comunitário, uma vez que não se pode perder esse apoio e “porque há prazos a cumprir”. As restantes obras, pagas com orçamento municipal, avançarão “ao ritmo que nos for possível”.

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