Braga, segunda-feira

MAI admite que 'não é suficiente' efetivo admitido na PSP e GNR nos últimos anos

Nacional

03 Novembro 2020

Redação

O ministro da Administração Interna justificou hoje o atraso da entrada de novos elementos para as forças de segurança com a pandemia e admitiu que não é suficiente o efetivo admitido nos últimos anos.

O ministro da Administração Interna justificou hoje o atraso da entrada de novos elementos para as forças de segurança com a pandemia e admitiu que “não é suficiente” o efetivo admitido nos últimos anos.

Na discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2021, Eduardo Cabrita avançou aos deputados que entre 2012 e 2015 foram admitidos 2.325 novos elementos para as forças de segurança e que entre 2016 e 2020 entraram 6.040.

“Não é suficiente porque a questão do rejuvenescimento é essencial. Por isso, damos tanta importância ao plano plurianual de admissões”, precisou o ministro, que foi questionado pelo CDS-PP, Bloco de Esquerda, PCP e PAN sobre a falta de efetivos nas forças de segurança.

O plano plurianual de admissões nas forças e serviços de segurança previa para este ano a entrada de 2.500 novos elementos.

Segundo Eduardo Cabrita, “por causa da pandemia não foi possível admitir cursos de centenas de instruendos” e os cursos realizados este ano na PSP e na GNR tiveram que ser adaptados na parte final da formação.

De acordo com o ministro, em maio entraram para a PSP 571 novos agentes e em junho entraram 400 novos militares para a GNR.

Eduardo Cabrita propôs que seja consagrado no OE2021 a possibilidade de admitir nas forças de segurança os elementos que estavam previstos entrar este ano.

O governante sublinhou também que estão planeados “dois grandes cursos para a PSP e a GNR”.

A PSP deverá iniciar o curso até ao final do ano, estando já selecionados 948 candidatos e na GNR está a decorrer a fase de seleção dos novos militares.

O ministro frisou ainda que a entrada de novos elementos para a Polícia de Segurança Pública vai permitir que elementos desta força de segurança entrem na pré-aposentação, uma questão que na GNR se coloca menos, uma vez que estão em causa apenas centenas de militares.

Segundo Eduardo Cabrita, 2.500 polícias preenchem à data de hoje os requisitos para saírem da PSP e entrarem na pré-aposentação, mas esta saída só se pode concretizar na totalidade com a entrada de novos elementos.

O ministro deu ainda conta aos deputados que, até junho de 2021, será apresentada a nova Lei de programação de infraestruturas e equipamentos das forças e serviços de segurança do Ministério da Administração Interna para os anos de 2022 a 2026.

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