Braga, quarta-feira

Maioria ratifica orçamento e opções do plano para 2021

Regional

23 Dezembro 2020

Redação

Assembleia Municipal aprovou ontem os documentos de gestão do último ano do actual mandato autárquico. Sem surpresas.

A Assembleia Municipal de Braga ratificou, ontem, as Opções do Plano e Orçamento da Câmara Municipal para 2021, com as principais forças políticas a repetirem a votação registada, no início de Dezembro, na vereação. Assim, os documentos de gestão para o último ano do actual mandato autárquico obteve os votos maioritários do PSD, CDS, PPM e de grande parte dos presidentes de Junta de Freguesia. PS, CDU e Bloco de Esquerda votaram contra.

O presidente da Câmara Municipal, Ricardo Rio, reconheceu que o orçamento para 2021, no valor de 133 milhões de euros, mantém “uma franja reduzida para investimento”, apesar de a autarquia ser reconhecida como uma das que “mais consegue obter financiamento de fundos comunitários”.

João Nogueira justificou o voto contra do PS, entre outras razões, pela distribuição desigual de obras nas freguesias que não promovem o “desenvolvimento coeso e homogéneo em todo o concelho”. O seu colega de bancada, Pedro Sousa, censurou “a acumulação de dívida a fornecedores”.

Rui Marques, do PSD, contrapôs que as opções do plano e orçamento são “imagem de marca” de um executivo que está a realizar “o maior programa de modernização municipal de que há memória”, dando nota de destaque à candidatura de Braga a Capital Europeia da Cultura em 2027, que está “impregnada em toda a acção municipal”.

A discussão das opções de plano e orçamento da Câmara Municipal iniciou-se no dia 18 de Dezembro, em sessão suspensa após Bárbara Barros, da CDU, ter anunciado que “não compactua” com a maioria que está “guardar o ouro para o fim” ao concentrar no último ano do mandato autárquico o grosso de obras.

António Lima, do Bloco de Esquerda, considerou que as opções de plano “não trazem nada de novo”, correspondendo “a promessas não cumpridas ao longo dos dois mandatos”.

João Medeiros, do CDS, defendeu que o documento “não é eleitoralista”, realçando o “compromisso e o rigor” no trabalho levado a cabo pela maioria de direita.

Deixa o teu comentário