Braga, quinta-feira

Manuel de Oliveira apresenta Ibéria 20/22 no Guimarães Jazz

Diversos

11 Novembro 2022

Rui Serapicos Rui Serapicos

Guitarrista, a celebrar 20 anos de ‘Ibéria’, toca dia 17 de Novembro, no Centro Cultural Vila Flor, acompanhado por Jorge Pardo, Carles Benavent e Orquestra de Guimarães .

Na próxima quinta-feira, 17 de Novembro, num ponto alto do festival Guimarães Jazz 2022, o guitarrista vimaranense Manuel de Oliveira actua no Centro Cultural Vila Flor em concerto de apresentação do ‘Ibéria 20/22’


É a apresentação de um novo álbum e a celebração de 20 anos de carreira e do álbum ‘Ibéria’, gravado em 2002, dando expressão a um projecto que, volvidas duas décadas, se renova.
 

Em ‘Ibéria 20/22’, a vontade de descobrir novos territórios “está ainda mais viva e resulta de mais um reencontro com o Jorge Pardo e o Carles Benavent”, frisou Manuel de Oliveira, em declarações que prestou ao Correio do Minho/Antena Minho.


“Celebra plenamente 20 anos de amizade e de partilha criativa” e “é com enorme felicidade que iremos estrear no festival Guimarães Jazz, não só o novo álbum, mas também o formato sinfónico deste projecto”, salientou.


Sobre a celebração dos 20 anos do projecto ‘Iberia’, explica que a música da Península Ibérica “sempre foi um território fascinante para os meus sentidos e objecto de uma interminável busca, da música tradicional portuguesa à celta, do fado ao flamenco”. Este último, em particular — acrescenta, “sempre me despertou de um modo muito especial”.
 

No início do percurso enquanto compositor, lembra o guitarrista vimaranense, “materializar a minha criação num grupo foi um desafio”. “A tendência de encaminhar a sonoridade para referências mais familiares desvirtuava o que ouvia na minha cabeça. Essa insatisfação motivou viagens ao encontro de músicos com os quais me identificasse e acrescentassem sentido à minha composição”, observa.


Explicando o seu crescimento num universo de fusão, adianta que a criação ia “adquirindo contornos próprios e era-me difícil fazê-la caber dentro dos limites de um território musical formal. A miscelânea dos mundos que continha, na sua heterogeneidade, definiu a minha música como ibérica”.
 

Neste âmbito, lembra adiante que ‘Ibéria’ passou do estúdio para os palcos e o Jorge Pardo e o Carles Benavent “passaram de visitantes a habitantes desta casa, acrescentando criações a esta matriz”.


Ao longo de 20 anos, realça ainda, que “voltámos várias vezes” ao projecto a ‘Ibéria’, tanto em estúdio como ao vivo, apontando o álbum ‘Ibéria” (2002), seguido de digressão em Portugal e Espanha, ‘Ibéria Fluente’ (2007), concerto por encomenda da Casa da Música, ‘Ibéria 10 Anos’ (2012), gravação de DVD ao vivo, no âmbito da Guimarães Capital Europeia da Cultura e ‘Ibéria Live’( 2016), digressão em Portugal.


‘Ibéria 20/22’ , ainda segundo Manuel Oliveira, “espelha os nossos mundos tão diferentes, unidos por uma latinidade mediterrânica enquanto identidade e uma admiração e amizade que continuamente nos convocam a este lugar”. O álbum “perfila-se como um novo capítulo da minha busca e não poderia ser mais feliz no seu sentido e propósito, no momento em que celebro 20 anos de um percurso que me tem possibilitado ser esta música e encontrar pessoas tão especiais”, refere ainda.

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