Braga,

Marginália é o primeiro romance do barcelense Miguel Granja

Diversos

04 Novembro 2020

Redação

É com Marginália que o barcelense Miguel Granja, professor, filósofo, doutorando da Universidade do Minho, se inscreve também no mundo da escrita, com a publicação do seu primeiro romance.

‘Marginália’ é o primeiro livro do barcelense Miguel Granja, através do qual conta uma pequena história vivida à margem da História Universal, onde as aventuras e desventuras de duas raparigas servem de contraste às aventuras e desventuras dos dois grandes totalitarismos do século XX europeu - o nazismo alemão e o comunismo soviético.


Professor, filósofo e doutorando de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade do Minho, Miguel Granja confessa que foi o confinamento ditado pela pandemia Covid-19 que lhe deu o tempo que necessitava para arrumar ideias e escrever este ‘romance filosófico’ - “o primeiro de muitos”, garante. “Desde há vários anos que sinto a necessidade de dar corpo à denúncia de todas as formas de subjugação discursiva a que estão sujeitas as vidas das pessoas simples, dos indivíduos soterrados sob as ‘grandes leis da História”, diz Miguel Granja, revelando a motivação que o levou a escrever ‘Marginália’.

“É uma pequena história vivida à margem da História Universal, onde as aventuras e desventuras de duas raparigas servem de contraste às aventuras e desventuras dos dois grandes totalitarismos do século XX europeu - o nazismo alemão e o comunismo soviético”, explica.


Porque todos os “totalitarismos políticos começam sempre como totalitarismos diegéticos”, Miguel Granja denuncia em ‘Marginália’ o facto de as grandes narrarivas totalizantes “esmagarem” os pequenos relatos das vidas das pessoas comuns esquecidas nessa grande ‘História Universal’, que caracteriza como “a grande narrativa silenciadora, cujas vozes acabam sempre devoradas pela boca dos grandes discursos”.

‘Marginália’ serve, de forma sinóptica, para “colocar em contraste as tentações narrativas dos totalitarismos políticos e os relatos silenciados das vidas comuns que não merecem figurar naquilo a que pomposamente se chama ‘os Anais da História’”.


O livro é editado pela ‘Astrolábio Edições’ e acaba de ser publicado, podendo ser mais facilmente encontrado online nas plataformas da Chiado Books, Fnac, Bertrand e Wook por 14 euros a edição em papel.

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