Braga,

Médicos internistas são decisivos no combate à pandemia

Nacional

28 Agosto 2020

Redação

Congresso Nacional de Medicina Interna debate o papel desta especialidade no controlo da Covid-19. Governo diz contar com os internistas para uma possível segunda vaga de infecções.

O 26.º Congresso Nacional de Medicina Interna, que decorre em Braga até domingo, concluirá pelo papel decisivo que os profissionais desta especialidade tiveram no controlo do surto de covid-19 em Portugal. Ontem, na sessão de abertura dos trabalhos da reunião científica que a pandemia não permitiu que se realizasse em Maio como previsto, foram unânimes as intervenções a considerarem os médicos internistas fundamentais para os desafios que a infecção pelo novo coronavírus colocará no futuro próximo.


O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, afirmou que “o papel dos internistas tem sido determinante” no combate à pandemia e continuará a sê-lo na estratégia integrada que o Governo preparou para responder a “uma possível segunda vaga” de covid-19.
 

À margem do Congresso onde foi assinado un documento de consenso entre a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna para a ‘gestão do doente crónico em Portugal’, o governante afirmou que “a recuperação de consultas e operações canceladas durante o período de confinamento devido à pandemia está a decorrer “acima das expectativas”, apesar de estar a ser feita “com cautelas”.


Em reacção às declarações do presidente da Federação Nacional dos Médicos, que acusou ontem o Ministério da Saúde de responsabilizar os médicos de família pela assistência aos lares, o secretário de Estado da Saúde afirmou que essa responsabilidade continuará a ser assegurada por aqueles clínicos, sendo que essa é uma questão organizacional dos Agrupamentos de Centros de Saúde.

Lacerda Sales disse crer na capacidade dos Agrupamentos de Centros de Saúde para se organizarem entre si e se coordenarem com as direcções hospitalares.


“Nós temos um despacho que é determinante, o despacho 49/59 de Abril, que define as linhas de assistência aos utentes de estruturas residências para idosos, que não tenham necessidade de internamento, por parte dos médicos dos Agrupamentos de Centros de Saúde”, justificou o governante.


Questionado sobre as relações entre a classe médica e o Primeiro-Ministro, o secretário de Estado da Saúde considerou que as mesmas são “boas, óptimas e de parceria”, depois da conversa “franca e leal” entre António Costa e o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, na segunda-feira.


O bastonário, que esteve anunciado para a sessão de abertura do 26.º Congresso Nacional de Medicina Interna, fez-se representar por Armando Carvalho, presidente do Colégio da Especialidade de Medicina Interna.

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