Braga, quarta-feira

Melhoria da mobilidade urbana com redução da carga automóvel

Regional

03 Janeiro 2020

Redação

Presidente da Câmara Municipal assume mobilidade como grande desafio da gestão autárquica num ano em que destaca investimentos no parque escolar.

O presidente da Câmara Municipal de Braga assume a melhoria da mobilidade no centro urbano como um dos grandes desafios da gestão autárquica em 2020. Perspectivando um ano em que arrancarão obras de requalificação da ciclovia da Variante da Encosta e de melhoria de várias estradas municipais, Ricardo Rio admite “que não há maneiras de resolver o problema sem reduzir a carga automóvel”.


O edil, num momento em que a Câmara Municipal aponta a concretização dos projectos ‘Eu passo aqui’ de das Zonas 30, refere o estímulo à utilização do transporte público e dos modos suaves como estratégico para a melhoria da mobilidade urbana.
 

O edil salienta que, em Braga, “o problema da competitividade do transporte público não é o custo”, até porque, a partir de Fevereiro, o preço dos passes mensais sofre uma redução de 30% por via da aplicação do programa governamental de apoio à redução tarifária.


O investimento de 12 milhões de euros na requalificação de seis escolas do Ensino Básico e na musealização das ruínas romanas das Carvalheiras é destacado pelo presidente da Câmara Municipal na antevisão do que será o ano autárquico em Braga, que será marcado pela aguardada reabertura do Mercado Municipal no mês de Junho, após obras de requalificação que entraram agora na sua fase decisiva.


O ano de 2020 será igualmente marcado pela realização de um referendo local à alienação do novo estádio municipal, consulta que está dependente da aprovação pelo Tribunal Constitucional da pergunta a colocar aos eleitores bracarenses.
 

Nos próximos meses, Ricardo Rio espera ver concretizada nova hasta pública para venda do edifício da ‘Fábrica Confiança’, processo que já foi adiado por duas vezes, a última das quais por iniciativa do Ministério Público, que entendeu existirem riscos para o edifício memória da fase de industrialização da cidade de Braga, actualmente em processo de classificação patrimonial como monumento de interesse público.
 

“Estamos a criar condições de revisão do caderno de encargos”, adiantou Ricardo Rio ao Correio do Minho e rádio Antena Minho.
 

Ricardo Rio promete “passos efectivos” nas Sete Fontes


A entrar no terceiro ano do seu segundo mandato autárquico, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio anuncia que, nos próximos meses, serão dados “passos decisivos” na concretização do Parque Ecomonumental das Setes, um projecto apresentado em sucessivos planos de actividades da autarquia.


Para os anos de 2020 e 2021, o edil antecipa “algo significativo” na materialização de um projecto que necessita da cedência de terrenos por parte de privados, garantindo Ricardo Rio que há já acordo com proprietários de algumas parcelas, o que permite o desenvolvimento do Parque das Sete Fontes com estruturas de apoio que serão “minimalistas”.
 

Ricardo Rio deu conta também ao Correio do Minho de entendimento com a nova administração do Hospital de Braga e Administração Regional de Saúde do Norte para a cedência de uma parcela de terreno de área relevante, actualmente dentro do perímetro da unidade hospital, a qual será integrada no Parque Ecomonumental das Setes Fontes.


A falta de concretização deste projecto tem sido apontada recorrentemente pelos partidos da oposição, contando a Câmara Municipal com a oposição de proprietários com posição relevante nas Setes Fontes à alienação de terrenos nas condições exigidas pela autarquia:?10 euros o m2.

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