Braga, quarta-feira

Mercado Municipal: Mesa na Praça abre na primeira semana de Agosto

Regional

14 Julho 2021

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Ala da Alimentação do Mercado Municipal de Braga tem a abertura ao público prevista para a primeira semana de Agosto e com quase todos os espaços de restauração já preenchidos. Área vai designar-se Mesa na Praça.

‘Mesa na Praça’, a designação da Ala da Alimentação do renovado Mercado Municipal de Braga tem a abertura ao público prevista para a primeira semana de Agosto.

A revelação foi feita ontem pelo presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, em declarações aos jornalistas no final da reunião do executivo municipal.

O autarca revelou ainda que esta ala do Mercado vai começar a funcionar já com quase todos os espaços de restauração preenchidos.

Recorde-se que a exploração da Ala da Alimentação do Mercado Municipal de Braga está concessionada, pelo período de 25 anos, através de concurso público, à Living Markets I, SA.

O Mercado Municipal de Braga voltou a ser um dos temas extra-agenda trazidos a reunião de câmara pelos vereadores da oposição.

O Partido Socialista, pela voz de Artur Feio, voltou a questionar a Câmara sobre o fecho das contas da empreitada.

Já Bárbara Barros, da CDU, questionou o executivo sobre se vai acatar a recomendação aprovada por unanimidade em sede de Assembleia Municipal para que isente os operadores do Mercado Municipal de taxas enquanto não forem resolvidos os problemas de climatização que têm gerado queixas por parte de comerciantes.

Olga Pereira, vereadora que tutela o equipamento, realçou que não está nos plano da autarquia aplicar mais isenções aos operadores, lembrando que os mesmos já beneficiaram de isenção durante os quase dois anos em que decorreram as obras no mercado Municipal, assim como no primeiro trimestre do ano devido à situação de pandemia.

A vereadora explicou ainda que estão a ser estudadas várias soluções para resolver as queixas dos operadores, queixas que se prendem com o intenso calor que se faz sentir no interior da praça quando sobem as temperaturas.

Realçou que estão a ser estudadas medidas para atenuar os efeitos do calor, salvaguardado que é impossível climatizar aquele espaço. Realçou ainda que o Mercado Municipal “não é um hipermercado, nem se pretende que o seja”.

Questionado sobre este tema, após a reunião, Ricardo Rio referiu que percebe “o contexto” em que surge a recomendação que a CDU apresentou na Assembleia Municipal, e que foi aprovada por unanimidade, mas lembra que a autarquia “já está a estudar soluções e alternativas para mitigar essas consequências que se identificaram do ponto de vista do funcionamento” do mercado.

As soluções em estudo são variadas e vão das mais artesanais, como recurso a guarda-sóis, a outras mais sofisticas como o recurso a um sistema de vaporização que permita manter a temperatura ajustada aos diferentes produtos. Em teste está também a colocação de películas reflectoras na parte transparente da cobertura, que permitem a passagem da luz solar, mas impedem a criação de efeito de estufa.

“São várias as soluções que estão a ser estudas, vamos ver o que será necessário implementar”, referiu.

Logo que esteja encontrada uma solução, o edil não coloca de parte ponderar se fará sentido, ou não, conceder aos operadores algum período de isenção.

Sobre a polémica que tem sido criada em torno do calor que se faz sentir no interior do mercado, Rio enfatiza que “o mercado não funciona bem com mau marketing”. O edil alerta que “não faz sentido que se crie à volta do mercado a ideia de que os produtos não são de qualidade e estão estragados por causa do calor”, realçando que os produtos comercializados na praça têm qualidade.

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