Braga, terça-feira

Miguel Costa Gomes: Feira de Barcelos é um exemplo para outros concelhos

Regional

29 Maio 2020

Redação

Feira semanal de Barcelos regressou ontem em pleno. Presidente da câmara municipal, Miguel Costa Gomes, visitou o recinto e garantiu que não foi um processo simples, mas estava tudo a correr bem.

“Não foi um processo simples”, mas a feira semanal de Barcelos regressou ontem em pleno. Apesar de “não contentar toda a gente”, os comerciantes aplaudiram o regresso ao trabalho. “Fizemos um plano, que foi apresentado e validado pela Autoridade de Saúde Pública. Está a correr tudo bem e, a partir daqui, a experiência de hoje é para o futuro e acredito que será um exemplo para outras feiras de outros concelhos”, assegurou o presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes.

O autarca, que visitou ontem o recinto da feira, começou por evidenciar o apoio da Associação de Feirantes do distrito do Porto, do Douro e Minho em todo este processo. “As feiras são espaços difíceis e a nossa estratégia foi, numa primeira fase, dar prioridade ao sector alimentar. E isso também nos trouxe experiência para depois abrir aos outros sectores. Fizemos algumas alterações e evidencio aqui o apoio da associação que foi fundamental”, enalteceu Miguel Costa Gomes, admitindo que foi feito “um esforço” para incluir os comerciantes que já não trabalhavam há dois meses e meio.

“Contentar toda a gente é sempre difícil, mas esta é a alternativa que temos e temos de fazer isto de forma gradual”, assegurou o presidente, referindo que agora é preciso ainda combater outro vírus: o medo. “Temos que combater o medo com a segurança que é desejada”, apelou.

Entretanto, Artur Andrade da Associação de Feirantes do distrito do Porto, Douro e Minho, que também acompanhou a visita do autarca, garantiu que os feirantes estavam “contentes por voltar ao trabalho”, apesar de ser necessário fazer alguns ajustes. “Não corre sempre como é esperado, mas o município salvaguardou fazer as devidas correcções para que todos os feirantes possam trabalhar”, referiu Artur Andrade, confidenciando que “não é fácil gerir”, mas acreditando que as “situações pontuais serão corrigidas”, tendo também apresentado “alguns contributos para solucionar os problemas”.

Também Joaquim Monteiro, representante dos feirantes de etnia cigana, estava satisfeito com o regresso dos feirantes. “No geral, está a correr tudo bem e estamos aqui para ajudar a resolver as situações pontuais”, assegurou Joaquim Monteiro, que representa mais de 100 feirantes.

Entre os muitos comerciantes, o Correio do Minho falou com o casal Carlos Martins e Rosa Macedo, que vende utilidades domésticas. “Está tudo a correr muito bem, estamos felizes e os clientes já tinham saudades nossas”, contou o casal, referindo que “não foi fácil” estar dois meses e meio sem entrar dinheiro em casa.

Alguns constrangimentos nas entradas, com filas, também provocaram algumas reclamações de feirantes e clientes. “Claro que as pessoas fazem as compras e deixam ficar aqui tudo até ir embora. Porque se forem levar ao carro depois têm que ir para a fila outra vez”, referiram.

Remígio Gomes, que vende acessórios e roupa, também confrontou o presidente da autarquia precisamente com a questão das filas, que aconteceram ao início da manhã. “Talvez fosse possível criar filas para pessoas idosas ou com mobilidade reduzida, bem como para pessoas acompanhadas com crianças. Não faz sentido estarem numa fila tanto tempo ao sol”, sugeriu.

Entre os clientes, o Correio do Minho falou com Rosa Carvalho. Esta barcelense confessou que já tinha saudades da feira e da movimentação. “Já tinha vindo à feira quando abriu só com os produtos alimentares e hoje (ontem) cá estou outra vez. A nossa feira é uma tradição e faz-nos bem a todos. Já tinha saudades”, atirou.

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