Braga, sexta-feira

Ministra Marta Temido admite que encerramento das escolas é uma possibilidade

Nacional

21 Janeiro 2021

Redação

A ministra da Saúde afirmou hoje que o encerramento imediato das escolas é uma possibilidade face à situação epidemiológica do país, que se agravou nos últimos dias, uma medida que deve ser analisada quinta-feira em Conselho de Ministros.

A ministra da Saúde afirmou hoje que o encerramento imediato das escolas é uma possibilidade face à situação epidemiológica do país, que se agravou nos últimos dias, uma medida que deve ser analisada quinta-feira em Conselho de Ministros.

“Há momentos, no regresso do primeiro-ministro de reuniões no exterior, fizemos uma reunião por `zoom´ e estivemos a discutir vária informação que hoje, ao final da tarde, o grupo de peritos, de epidemiologistas e técnicos de saúde que habitualmente connosco reúne no Infarmed, nos transmitiu”, afirmou Marta Temido na “Grande Entrevista” da RTP3.

Questionada pelo jornalista Vítor Gonçalves se “em cima da mesa está a possibilidade de fechar, de imediato, as escolas”, a ministra da saúde respondeu que “sim”.

Segundo Marta Temido, a reunião de hoje com os especialistas trouxe “algumas alterações” às estimativas anteriores, o que “obrigará a novas reflexões sobre medidas a tomar” para controlar a pandemia da covid-19.

“Essas medidas que foram hoje acertadas entre alguns ministros como possíveis, amanhã serão discutidas em Conselho de Ministros e depois serão transmitidas pelo primeiro-ministro aos portugueses”, afirmou Marta Temido.

Questionada sobre se o eventual encerramento das escolas poderá abranger os vários níveis de ensino, Marta Temido respondeu que está será uma “discussão pormenorizadamente feita em Conselho de Ministros, porque há vários aspetos que têm de ser ponderados”.

A ministra da Saúde salientou que a situação da pandemia em Portugal agravou-se nos últimos dias, em grande medida devido à variante inglesa do novo coronavírus, considerada mais facilmente transmissível.

Segundo disse, na semana passada, na reunião no Infarmed, o Instituto de Saúde Pública Ricardo Jorge apresentou as sequenciações de amostras positivas de SARS-CoV-2 enviadas por laboratórios do país, com uma “percentagem atribuível à variante inglesa de 8%”.

“Nós, neste momento, estimamos que já possam ser 20% os casos de infeção que são atribuíveis a esta variante e estima-se que possa atingir, pelo seu poder replicativo, 60% dentro de mais uma semana, até final do mês, o que muda muita coisa”, referiu Marta Temido.

Portugal registou hoje 219 mortes relacionadas com a covid-19 e 14.647 novos casos de infeção com o novo coronavírus, os valores mais elevados desde o início da pandemia, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim revela também que estão internadas 5.493 pessoas internadas, mais 202 do que na terça-feira, das quais 681 em unidades de cuidados intensivos, ou seja, mais 11, dois valores que também representam novos máximos da fase pandémica.

O número de internamentos está a subir desde o dia 1 de janeiro, dia em que estavam 2.806 pessoas internadas.

Deixa o teu comentário