Braga, sexta-feira

Mobilidade, habitação e ambiente são prioridades da candidata do Livre a Braga

Regional

09 Julho 2021

Lusa

A candidata do Livre à Câmara de Braga, Teresa Mota, apontou hoje a mobilidade, a habitação e o ambiente como pontos fulcrais do seu programa eleitoral para as autárquicas de 26 de setembro.

Em declarações à Lusa, Teresa Mota, empresária de 56 anos, apontou ainda como “fasquia realista” a sua eleição para a Assembleia Municipal.

Teresa Mota é cabeça de lista do Livre tanto à Câmara como à Assembleia Municipal de Braga.

“O nosso objetivo é chegar a um lugar onde possamos pôr em prática aquilo que defendemos. Temos consciência de que, neste momento, conseguir um lugar na vereação será muito complicado, mas vamos tentar eleger para a Assembleia”, referiu.

Para a candidata, o mais importante neste momento é “dar a conhecer os valores” do Livre e “ir fazendo todo um caminho” com vista à implantação do partido no concelho.

Teresa Mota já foi a cabeça de lista do Livre por Braga nas eleições legislativas de 2019, tendo então conseguido 1.007 votos.

Para as autárquicas de setembro, Teresa Mota apontou a mobilidade como uma das suas prioridades, sublinhando a necessidade de melhorar e reforçar os Transportes Públicos Urbanos (TUB), com vista a desincentivar o uso do automóvel na cidade.

“Queremos uma cidade em que predomine a mobilidade em bicicleta ou a pé, mas a verdade é que, para isso, os TUB têm de ser muito melhorados, em termos de carreiras e de horários”, referiu.

Habitação acessível para todos é outra das bandeiras do Livre em Braga, que rejeita uma política habitacional pública “segregacionista”.

“Queremos habitação digna para toda a gente, sem distinção em função de classes sociais”, afirmou.

Na questão ambiental, Teresa Mota frisou que uma das prioridades do Livre será a remunicipalização da empresa de água e saneamento do concelho (Agere), que atualmente é detida em 51% pelo município e em 49% por privados.

“Estamos a falar de água, lixos, resíduos, reciclagem, de muita coisa que mexe diretamente com o ambiente”, explanou.

Para a candidata do Livre, os sucessivos responsáveis pela gestão do município de Braga têm colocado “um enfoque muito grande” no centro histórico e em alguns locais mais emblemáticos da cidade, “mascarando assim os muitos problemas existentes um pouco por todo o concelho”.

“Os problemas têm-se vindo a agravar ao longo de décadas e décadas, mas a preocupação tem sido apenas maquilhar, em vez de mudar”, criticou.

Atualmente, a Câmara de Braga, liderada por Ricardo Rio, é constituída por sete eleitos da coligação PSD/CDS-PP/PPM, três do PS e um da CDU.

Rio já anunciou que se vai recandidatar, sendo a coligação desta vez reforçada com o Aliança.

Na corrida, estão também Hugo Pires (PS), Bárbara Barros (CDU), Alexandra Vieira (Bloco de Esquerda), Eugénia Santos (Chega), Olga Baptista (Iniciativa Liberal) e Rafael Pinto (PAN).

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