Braga, sexta-feira

Monção e Salvaterra do Miño esperam milhares de pessoas no dia 1 de Janeiro

Regional

31 Dezembro 2019

Lusa

Centros Históricos dos dois municípios costumam ser procurados por turistas e residentes no primeiro dia do ano novo. Tradição de passar o ano em casa levou os dois concelhos vizinhos a não apostarem na animação de rua logo à noite.

Milhares de pessoas são esperadas nos concelhos de Monção e Salvaterra de Miño (na Galiza) no dia 1 de Janeiro de 2020.


Os dois municípios formam a Eurocidade Monção - Salvaterra de Miño. Embora não haja uma programação oficial de fim-de-ano, o concelho de Monçâo está disponível para acolher quem o queira visitar nesta época do ano. “Estamos a passar uma época de Natal e passagem de ano com muitas iniciativas. Temos um concelho com muita vida”, disse ao ‘Correio do Minho’, António Barbosa, presidente da Câmara Municipal de Monção.


O autarca esclareceu que não se justificava uma ‘programação municipal’ nesta altura do ano, porque existe uma oferta muito variada. “Há muitos cafés e bares que têm uma programação específica para esta altura do ano. Por outro lado, para muita gente de Monção esta é uma noite passada em casa, com a família. Muitos optam por passar a meia-noite em casa e depois, vão geralmente até a um bar. Não temos muito a tradição de passar a última noite do ano na rua.”
 

Ainda assim, o autarca monçanense referiu que a vila costuma ser muito procurada nesta altura do ano. “Costumamos ter muito movimento, até, nestes dias. São muitas as pessoas que nos procuram nesta altura do ano e não são só os nossos vizinhos espanhóis, maioritariamente de Salvaterra do Miño. Também temos muita gente cá de Monção que nos visita nesta altura do ano”, afirmou António Barbosa.


Uma situação que se vive igualmente do outro lado do rio, em Salvaterra de Miño.


“Temos alguma animação na rua, mas a tradição aqui é passar a meia-noite em casa, com a família e só depois é que as pessoas vão para a rua festejar o novo ano. É uma tradição mais familiar”, indicou Marta Valcárcel, alcaldesa (o correspondente a presidente da Câmara Municipal) de Salvaterra de Miño, na Galiza.
 

Ainda assim o ‘concello’ (município) preparou algumas actividades para acolher o novo ano. “Temos algumas actividades ao ar livre, e um concerto, de um conjunto local, na Praça do ‘Concello’. Não existe muito a tradição de festejar a passagem de ano na rua”, disse a alcaldesa.
 

À semelhança de Monção, também Salvaterra de Miño espera um grande volume de visitantes no primeiro dia do ano de 2020.


“Normalmente costumamos ter muitos visitantes no primeiro dia do novo ano. É um dia feriado, que normalmente é aproveitado pelas famílias para passearem no nosso centro histórico. Nós somos um ponto turístico de referência ao nivel da Galiza”, apontou Marta Valcárcel, alcaldesa de Salvaterra de Miño.
 

Doze badaladas contadas em família
 

O ambiente familiar é o mais escolhido pelos habitantes de Monção e de Salvaterra de Miño (na Galiza) para a entrada no ano de 2020. Nem o facto dos dois municípios formarem a Eurocidade Monção - Salvaterra de Miño, dada a proximidade geográfica (cerca de 800 metros), com uma ponte sobre o rio Minho, motiva a realização de festejos conjuntos.


Que o diga Luís Sousa, morador de Monção. “Vou ficar por cá, em Monção. Vai ser uma passagem de ano em família. Só vou para a rua se mudar de ideias. Nem sequer estou a pensar dar um pulinho a Salvaterra do Miño, que é mesmo aqui ao lado”, afirmou Luís Sousa.
 

Sofia Illan natural de Salvaterra do Miño, resolveu ontem passear no centro de Monção, e é das poucas pessoas que passa o ano nas duas localidades, “Costumamos jantar com a família, em casa, e comemos as uvas passas, Depois vamos para a festa, na rua. Jantamos em Salvaterra, mas depois vimos aqui para Monção”, disse Sofia Illan.


Germano Sottomayor é emigrante natural de Monção e também escolheu o ambiente familiar para receber o novo ano. “Costumo passar o ano em Monção, e depois, normalmente dou um saltinho a Espanha, para a zona de Vigo. Tem mais vida. É um hábito que tenho. Já nos damos melhor com os espanhóis”
 

O mecânico e motard espanhol Manuel Martinez, natural de Cangas (em frente a Vigo, Galiza), também escolheu Monção para passear, por causa “da boa comida”. Contudo, mais logo à noite vai estar “em família”. A proximidade a Portugal permite bons “passeios de moto, por causa da comida, mas a passagem de ano é para estar em família”.


António Ferreira referiu que “quando era novo gostava de ir a Salvaterra na passagem de ano, mas agora já perdi esse hábito. Prefiro ficar por Monção. Temos muita coisa boa por aqui”.


Do lado de Salvaterra de Miño, Rafael Gonzales lamentou não poder passar o ano em família, ou com os amigos na rua, “Normalmente trabalho sempre nesta altura do ano, e por isso não posso festejar nada”, disse o habitante de Salvaterra de Miño.
 

Já António Lourenzo referiu que prefere passar “a passagem de ano em casa, do que na rua. Costumo passar com a minha família”. E nem a proximidade a Monção (cerca de 800 metros) o leva a festejar o ano duas vezes (Salvaterra de Miño tem uma hora a mais em relação a Monção). “No meu caso não. Eu não sou muito de festejar e se o faço, é em casa com a minha família. Vou a Monção muitas vezes, há dias em que vou cinco ou seis vezes, mas na passagem de ano não vou. Apesar de metade dos meus amigos serem portugueses”, explicou António Lourenzo.


Daniel Diaz admitiu que “gosto de passar o ano na rua. Gosto muito desta animação que fazem no centro da cidade.” Uma possivel deslocação a Monção nos primeiros minutos de 2020 também está posta de parte para Daniel Diaz.

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