Braga, sexta-feira

Movimento cívico lança repto ao debate

Regional

05 Junho 2021

Patricia Sousa

Com cerca de 60 subscritores o manifesto contra a indiferença por uma cidadania activa já foi enviado ao Presidente da República, presidente da Assembleia da República e primeiro-ministro. Movimento cívico é apresentado na segunda-feira.

Porque nos abstemos? É o que une já cerca de 60 subscritores do manifesto contra a indiferença. Esta é a base da candidatura que se transformou em movimento cívico e que será apresentada na próxima segunda-feira pelas 18 horas, no Altice Forum Braga. O manifesto já foi enviado ao Presidente da República, ao presidente da Assembleia da República e ao primeiro-ministro. “Queremos transformar esta causa numa causa nacional. Queremos que encontrem soluções que possam ser inovadoras e que permitam desenvolver políticas de proximidade de voto”, apelou Paulo Sousa, que está na origem de todo este processo, alertando para a necessidade de se fazer uma reflexão sobre a forma como estamos organizados e conseguir levar as pessoas às assembleias de voto.

A indiferença, o ter uma palavra a dizer, o querer influenciar o exercício da cidadania e a preocupação com os elevados índices de abstenção em todas as eleições levaram Paulo Sousa a lançar uma provocação à sociedade civil no passado dia 25 de Abril. Paulo Sousa apresentou-se como candidato contra a indiferença por uma cidadania activa. Seguiu-se no dia 1 de Maio um novo texto com a pretensão de ter uma palavra a dizer nas próximas eleições autárquicas e na semana seguinte foi publicado outro texto sobre o querer influenciar. Esta “campanha” terminou com o apelo às pessoas para serem também candidatas contra a indiferença. “O objectivo da ‘candidatura’ foi uma provocação e acabou por suscitar dúvidas nas pessoas que pensaram que eu era candidato à Câmara Municipal de Braga. Longe disso”, assegurou.

O certo é que esta candidatura transformou-se num movimento cívico e conta já com cerca de 60 subscritores, “representando variadas áreas da vida social, económica, cultural e de ensino e as mais variadas profissões com o intuito de despoletar o debate sobre a razão porque nos abstemos e depois lançar algumas pistas que poderão surgir sobre a forma que se pode encontrar para minimizar o efeito e inverter a curva da abstenção”, referiu.

Este é um movimento cívico apartidário e pretende-se, continuou Paulo Sousa, “beneficiar todas as candidaturas ao se conseguir uma maior votação”.

Este movimento cívico nasceu assim de uma provocação e pretende lançar o repto e o debate em juntas de freguesia, escolas e movimentos associativos.
Esta discussão tem que ser feita agora para dar tempo a quem decide alterar o rumo. “Este projecto nasce agora com tempo e não, como é costume, 15 dias antes das eleições se apelar ao voto. É preciso fazer muito mais do que isso”, apontou.

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