Braga, quinta-feira

MP acusa suspeitos de assalto armado a ourives na Póvoa de Lanhoso

Regional

20 Janeiro 2021

Redação

O Ministério Público (MP) acusou três homens do assalto à mão armada ao funcionário de uma ourivesaria em fevereiro de 2020 em Vilela, Póvoa de Lanhoso, distrito de Braga, roubando peças avaliadas em quase 349 mil euros.

O Ministério Público (MP) acusou três homens do assalto à mão armada ao funcionário de uma ourivesaria em fevereiro de 2020 em Vilela, Póvoa de Lanhoso, distrito de Braga, roubando peças avaliadas em quase 349 mil euros.

Em nota hoje publicada na sua página da Internet, a Procuradoria-Geral Regional do Porto refere que os arguidos estão acusados de roubo qualificado, homicídio qualificado na forma tentada e falsificação de documento.

Segundo o MP, dois daqueles arguidos estão ainda acusados de três crimes de furto qualificado, em coautoria com outros três arguidos no processo.

O assalto ao ourives ocorreu em 17 de fevereiro de 2020, quando a vítima regressava da feira das Caldas das Taipas, em Guimarães, onde tinha estado a comercializar peças de ouro e outros artigos.

O MP diz que o assalto foi consumado pelos três arguidos agora acusados e por outras duas pessoas, não identificadas.

Os arguidos monitorizaram o trajeto da vítima e cortaram a passagem ao veículo automóvel em que seguia com outro veículo automóvel que atravessaram no seu percurso.

Munidos de arma de fogo, quebraram os vidros da viatura em que seguia o ourives e retiraram-no à força do interior do veículo, apoderando-se de peças de ourivesaria com o valor de 348.845 euros.

O MP indiciou ainda que um grupo de trabalhadores que se encontrava numa obra nas imediações, apercebendo-se dos factos, apedrejou o veículo em que se deslocavam os arguidos, procurando impedi-los de consumar a fuga.

Uma das pessoas que seguia no carro efetuou seis disparos, sendo dois para o ar e quatro na direção dos referidos trabalhadores, "um dos quais podia mesmo tê-los atingido".

A acusação reporta-se ainda a três outros assaltos, um dos quais levado a cabo na madrugada de 31 de maio de 2020, a duas fábricas de calçado, situadas em Vizela, de onde foram subtraídos cerca de mil pares de sapatos, avaliados globalmente em 30 mil euros.

Na madrugada de 15 de junho, os arguidos "ensaiaram" outro assalto a uma fábrica de confeções em Oliveira de Azeméis, mas não concretizado.

Na madrugada de 20 de junho, na Zona Industrial de Crespos, Celorico de Basto, assaltaram um armazém de uma empresa de material eletrónico, de onde levaram dezasseis telemóveis avaliados em 2.945 euros.

Dois dos arguidos estão ainda acusados de detenção de arma proibida.

Os seis arguidos foram detidos em setembro, pela Polícia Judiciária (PJ), que em comunicado sublinhava que são considerados "muito perigosos" e têm antecedentes criminais.

Foram detidos no cumprimento de mandados emitidos pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Guimarães, tendo a PJ efetuado buscas domiciliárias e não domiciliárias em Valongo, Gondomar e Guimarães, que resultaram na apreensão de armas de fogo, munições, objetos de ouro, dinheiro e equipamento para comunicações.

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