Braga, terça-feira

Municípios do Alto Minho e da Galiza querem mais fronteiras abertas

Regional

03 Fevereiro 2021

Redação

Reabertura das pontes Cerveira-Tomiño, Monção-Salvaterra, Peso-Arbo (Melgaço) evita sobrecarregar cerca de seis mil trabalhadores.

Os municípios do Alto Minho e os concellos da Galiza que compõem o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho defendem a reabertura urgente de mais pontos de atravessamento transfronteiriço.A posição tem em conta os vários quilómetros de fila de trânsito que se registam diariamente na fronteira Valença - Tui.

À semelhança do que aconteceu em Março do ano passado, o encerramento dos restantes pontos de passagem para a Galiza, decidido pelo Governo como forma de conter a pandemia da Covid-19, “revela uma total falta de conhecimento da realidade deste território fronteiriço”, indica o AECT Rio Minho.

O agrupamento de municípios acrescenta que “durante esse período, a Ponte Internacional de Tui-Valença (então o único ponto autorizado de passagem) concentrou cerca de 44 por cento do total da mobilidade entre Espanha e Portugal, pelo que, após percepção do real impacto na vida dos milhares de trabalhadores e trabalhadoras transfronteiriças, os respectivos governos reconheceram esta situação e reabriram as pontes de Cerveira-Tomiño, Monção-Salvaterra e Peso-Arbo (Melgaço).”

Considerando que o encerramento destas passagens fronteiriçãs “é incompreensível”, o AECT Rio Minho lembra o “efeito funil” causado na fronteira de Valença - Tui, que pode “propiciar um maior foco de contágio, como assim se comprovou no primeiro dia útil de trabalho.”

O mesmo agrupamento considera, também, que os horários definidos para o atravessamento da Ponte Internacional Monção - Salvaterra do Miño “não servem os trabalhadores e trabalhadoras transfronteiriços que desempenham funções por turnos diferenciados, obrigando várias centenas a ter de recorrer ao único ponto de apoio aberto 24 horas ou optar pelo desespero de aguardar pelo período autorizado”. Nesse sentido os municípios do Alto Minho e os concellos galegos propõem a reaber- tura das pontes internacionais de Cerveira-Tomiño, Monção-Salvaterra, Peso-Arbo (Melgaço), e do posto fronteiriço da Madalena entre Lindoso e Lóbios (Ponte da Barca – Orense), com um horário verdadeiramente adequado às necessidades dos trabalhadores e trabalhadoras transfronteiriças”. Desta forma, os trabalhadores transfronteiriços não teriam mais custos, nem seriam expostos a situações de desgaste físico e psicológico.

O AECT Rio Minho propõem também a criação do cartão de cidadão transfronteiriço.

Entretanto o autarca de Ponte da Barca já exigiu ao Governo a reabertura da fronteira da Madalena (Lindoso), por ser a principal ligação do Alto Minho a Ourense (Galiza).

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