Braga, sexta-feira

Murais de grandes dimensões alegram escolas e convocam alunos para as artes

Diversos

27 Junho 2021

Redação

O FENDA - Festival de Arte Urbana que decorre até hoje em Braga, através do talento de jovens artistas, já passou pelas escolas da cidade e transformou a sua aparência com a instalação de mega murais que convocam todos para o mundo das artes.

A arte urbana ‘invadiu’ literalmente as ruas e espaços emblemáticos da cidade, mostrando que Braga é também a cidade cosmopolita, fresca e inovadora que afirma ser. O FENDA - Festival de Arte Urbana, que alia a música e a intervenção no espaço público, decorre até hoje na ‘capital do Minho’, mas já mudou a face de várias escolas bracarenses, com mega murais coloridos que chamam a atenção de quem passa até no meio da rua.


Incluído no âmbito da programação da Braga - Capital da Cultura do Eixo Atlântico, o Festival FENDA, organizado pelos bracarenses Cosmic Burger, em parceria com o Município de Braga, já está a dar que falar, a partir das inúmeras instalações e intervenções no espaço público bracarense, rompendo com a imagem tradicional da cidade e conferindo-lhe um carácter mais juvenil, pintado com os tons da alegria e da irreverência de 12 artistas convidados.
 

 A EB 2,3 André Soares, a Escola Secundária Carlos Amarante e a EB1 da Sé foram as escolas bracarenses que responderam positivamente ao desafio do Festival FENDA e, hoje, exibem já murais que causam “impacto positivo” quer à comunidade escolar, quer aos transeuntes que passam à porta da escola. Isso mesmo foi confirmado, in loco, ontem, por Lídia Brás Dias, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga, que assinalou a relevância do programa artístico.


“Este festival de arte urbana era, de facto, algo que faltava à cidade de Braga”, assumiu a autarca bracarense, ontem, durante uma visita oficial às intervenções artísticas realizadas nas escolas. “As escolas foram um dos espaços de intervenção seleccionados no âmbito deste festival, que é uma iniciativa que nós tínhamos muita ilusão em realizar, primeiro porque um evento desta natureza na vertente de cultura urbana no nosso território era era algo que já vinha sendo falado desde há algum tempo e nunca o tínhamos conseguido realizar, tendo sido possível a partir de um desafio lançado pela Cosmic Burger, atendendo a que um dos focos da Capital da Cultura do Eixo Atlântico é precisamente o da arte urbana, bem como a captação de jovens para outras linguagens artísticas”.
 

 A vereadora da Cultura do Município de Braga refere que esta foi também a forma encontrada para “irmos também ao encontro a este público específico, mais ligado à arte urbana, com quem muitas vezes é difícil de trabalhar, mas ao qual conseguimos dar agora espaço no âmbito da programação da Capital da Cultura Eixo Atlântico”. Lídia Brás Dias indica que o Festival FENDA está lançado, esperando, de futuro, o evento venha a ter uma programação bi-anual, dada a relevância da intervenção que provocou na cidade de Braga.
 

Arte urbana rompe novos horizontes e cidade ganha imagem mais cosmopolita
 

Aliando as artes mais intervencionistas no espaço público à música pop e electrónica mais emergente, o FENDA - Festival de Arte Urbana que decorre até hoje, promete deixar uma marca na cidade de Braga - Capital da Cultura do Eixo Atlântico. “Estes três dias de FENDA estão a ser um enorme evento dedicado à música, às artes performativas e à intervenção em espaço público, trazendo um outro olhar à nossa cidade e uma imersão total na cultura urbana que obviamente nos interessa, sendo Braga uma capital jovem, que respira juventude e frescura”, destacou Lídia Brás Dias, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga, garantindo o êxito da iniciativa cultural e com reacções positivas dos bracarenses.
 

 Além dos mega murais coloridos que agora alegram os dias das escolas bracarenses, os artistas convidados - Bek, Mariana Malhão, Lourenço Providência, Nelson Duarte, Mariana a Miserável e Julio Dolbeth, MynameisnotSem, Teresa Arega, Serafim Mendes e Tomé Capa e ainda os artistas galegos Lidia Cao e Tayone - intervieram em vários outros espaços públicos da cidade de Braga, desde o edifício do Castelo às janelas do gnration, aos inúmeros mupis dispersos por todo o espaço citadino, além de uma instalação temporária nas Termas Romanas da Cividade e da transformação de montras no centro da cidade como aconteceu no Posto de Turismo de Braga.
 

“Foi um grande desafio de arte urbana e a minha escolha recaiu em artistas com energias e backgrounds muito distintos o que contribuiu para a diversidade das intervenções realizadas”, frisou Carolina Grilo Soares, curadora do programa de arte urbana do FENDA, sublinhando que os artistas escolhidos são sobretudo do Norte do país. “Penso que acima de tudo este festival serviu para mostrar que a arte urbana não é apenas o graffiti e o mural, mas é muito mais do que isso e que a arte urbana é arte pública, seja permanente ou efémera”, disse, assinalando que gostaria de ver mais artistas emergentes a “fazer coisas” em Braga e a rasgar horizontes.
 

 Para Francisco Quintas, director do Festival FENDA e curador do programa musical do evento, afirmou que os três dias de concertos, que decorrem no espaço ao ar livre do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa “estão esgotados” e que está a ser “um sucesso”.
 

“O FENDA vem colmatar lacuna no que diz respeito à arte e cultura urbana e desmistificar um pouco o que são efectivamente as artes urbanas que estão muito associadas à pintura de mural, mas existe todo um âmbito de expressões artísticas como a performance, a música, arquitectura, design, que fazem também parte desse fenómeno de cultura urbana... mas penso que é muito importante para quebrar o estigma que ainda possa existir”, defendeu.


Francisco Quintas destaca o carácter internacional do evento, que a nível musical trouxe a Braga nomes importantes como Evian Christ, Catnapp e, hoje mesmo, sobe ao palco o colectivo Wave.in Records e o britânico Iglooghos.

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