Braga, segunda-feira

Museu do Presépio torna-se um legado para o concelho da Póvoa de Lanhoso

Regional

14 Dezembro 2020

Redação

A edição deste ano de 'Garfe Aldeia dos Presépios' fica marcada pela inauguração do Museu do Presépio, uma obra custeada pelo padre Luís Peixoto Fernandes.

A freguesia de Garfe voltou a transformar-se na 'Aldeia dos Presépios', apresentando aos visitantes 20 construções e o 'Museu do Presépio'. A edição deste ano, a 19.ª, num ano atípico com a pandemia da COVID-19, fica marcada pela abertura do 'Museu do Presépio', concretizando-se o sonho do padre Luís Peixoto Fernandes. Depois de adquirir uma moradia, próximo da igreja paroquial, o sacerdote custeou também as obras de requalificação e o espaço acolhe, a partir de agora,a sua colecção de presépios, com 2900 exemplares. Deixar o seu legado – moradia e colecção de presépios, à paroquia é o desejo do sacerdote.

Os tempos que atravessamos obrigaram ao cancelamento do programa cultural, assim como das missas nos vários presépios, bem como das cerimónias de inauguração do museu e abertura do evento.

No decurso da eucaristia, na manhã de ontem, o padre Luís Peixoto Fernandes, deu nota da dor que se abateu na freguesia, tal como em 2002. “Se há 19 anos havia razões para fazer os presépios, este ano as razões foram ainda mais fortes”, vincou o sacerdote, dando nota de que naquela freguesia já se realizaram, até ao momento, 20 funerais.

Augusto Ferreira foi o padrinho da edição deste ano, numa escolha que pretendeu homenagear sua esposa já falecida, Fernanda Ferreira, pelo seu trabalho incansável na concretização da geminação de Garfe com a localidade francesa de La Fare Les Oliviers, que, em Outubro de 2021, completa os dez anos.

A poucos metros da igreja paroquial, encontramos o 'Museu do Presépio'. O espaço, com várias salas está agora preenchido com a colecção de presépios, de entre os quais se destacam os presépios elaborados por moradores da freguesia, bem como os presépios oferecidos pelo padre Sanches, de Vila Real, e a colecção oferecida por Manuel Baptista, ex-presidente da Câmara, já falecido. De todos os tamanhos e feitios e de vários materiais, os presépios dão corpo ao verdadeiro sentido do Natal, a família.

Pelos vários lugares da freguesia, encontram-se espalhados os vinte presépios, construídos pelos moradores e pelas instituições da terra. “A abertura oficial deste museu é uma marca da edição deste ano. Enriquece de forma exponencial o espólio de Garfe e isso deve-se ao padre Luís que a expensas suas conseguiu este feito. Este era um espólio, como ele referiu, que andava em casas emprestadas e aqui ganha a sua casa própria e penso que fica um marco para a posterioridade. Este ano em particular, um ano muito difícil para todos, não quisemos deixar de os fazer”, referiu Paulo Ferreira, presidente da Junta de Freguesia de Garfe.

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