Nova Casa da Memória inaugurada em Real

Regional

12 Julho 2021

Carlos Costinha de Sousa Carlos Costinha de Sousa

Casa mortuária fica ao lado da Igreja de São Frutuoso e serve também como uma espécie de museu. Obra teve orçamento de cerca de 150 mil euros.

A União de Freguesia de Real, Dume e Semelhe inaugurou, ontem, a nova Casa da Memória num edifício localizado mesmo ao lado da Igreja de São Frutuoso, em Real.

Um novo edifício, que é uma casa mortuária, mas que ultrapassa esta função, quando foi aproveitado pelos autores do projecto, para ser também utilizado como uma espécie de museu, que vem permitir trazer a público uma série de obras sacras de pintores da freguesia, que estavam longe dos olhares do público à largos anos.

São 14 pinturas que representam as 14 estações da Via Sacra e que agora adornam as paredes desta nova casa mortuária de Real, a que foi decidido chamar Casa da Memória, em honra dos que partem e das suas famílias.

Os quadros foram recuperados e esta sua exposição permite que todos possam admirar a sua grande beleza, já que vão ficar colocados em exposição permanente neste local, sendo também esta a forma de prestar homenagem aos famosos pintores de arte sacra da freguesia, como Abel Braga, Francisco Correia, Porto Maia, Pintor Salazar e Francisco Maia, entre outros.

O novo edifício está inserido num espaço lateral à igreja que, no futuro, terá também outras funções, tendo o presidente da União de Freguesias de Real, Dume e Semelhe, Francisco Silva, anunciado que a ideia é construir no espaço que resta - e que já foi preparado a pensar nessa obra de futuro - um Centro Interpretativo da Procissão dos Passos. A ideia nasceu da necessidade de arranjar um espaço para colocar e guardar todo o material e inventário existente relativo a esta famosa procissão da freguesia de Real e da cidade de Braga.

O presidente da autarquia lembrou que “esta obra, que já vem do passado, de quando ainda não havia União de Freguesias, responde às necessidades do povo, da freguesias. Tem as melhores condições para acolher as famílias naquela que é sempre uma das horas mais difíceis”.

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