Braga,

Novas medidas têm um efeito 'dissuasor e conduzem a uma espiral recessiva'

Regional

08 Novembro 2020

Redação

Director-geral da Associação Comercial de Braga diz que mais do que as restrições é o clima de medo instalado pelas novas medidas que está a ter um impacto no consumo que voltou claramente a uma curva descendente.

Os comerciantes de Braga antevêem um novo descalabro nas vendas com a entrada em vigor das novas medidas restritivas para travar a propagação da pandemia da Covid-19 que abrangem uma esmagadora maioria dos concelhos do distrito.

O sector do comércio, serviços, do turismo e, sobretudo, a restauração voltam a ser dos mais penalizados. Depois de um período de recuperação nos meses de Verão, os comerciantes vêem novamente o seu volume de negócios entrar numa espiral descendente, sem previsões animadoras para os próximos tempos.

Em declarações ao CM, o director-geral da Associação Comercial de Braga (ACB), refere que se numa primeira análise as novas medidas parecerem adequar-se ao contexto epidemiológico que atravessamos, o seu impacto recessivo “será muito su- perior às restrições que directamente acarretam”.

O efeito recessivo que se prevê fazer sentir no consumo advêm, segundo Rui Marques, do “medo e até do pânico que geram”, substancialmente maior do que as medidas fazem parecer numa primeira abordagem.

“O que nos temos apercebido nestes últimos dias após o anúncio das medidas é que há um abrandar muito significativo da procura. Na consulta que fizemos a um conjunto alargado de associados o maior problema que notamos foi a falta de clientes e nem tanto, por exemplo, a limitação do horário que vai afectar, sobretudo, os restau- rantes ao fim-de-semana”, diz o dirigente, sublinhando, uma vez mais, queas medidas agora anunciadas terão repercussões “brutais” na procura e no consumo.

“O principal efeito das medidas é o medo que se gera entre os consumidores”, frisa novamente o responsável da ACB.

Rui Marques confessa que no seio da restauração o sentimento que emerge é o do “desespero”. “Depois de impacto brutal na fase inicial da pandemia veio a retoma, fruto de muito trabalho e paciência.

Mas, voltaram agora a travar a fundo e sem perspectiva de quanto tempo é que isto vai durar”, explica o responsável, referindo que quer a imprevisibilidade da situação, quer também de “alguma falta de coerência nas medidas anunciadas pelo governo” acarretam apreensão entre os empresários quanto ao futuro.

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