Braga, quinta-feira

Novos alunos apostam no 'momento certo'

Regional

25 Outubro 2020

Redação

IPCA recebeu ontem os 421 novos alunos dos 16 cursos de Mestrado. José Teixeira, CEO da dstgroup, esteve à conversa com os estudantes.

O maior número de alunos de Mestrado da história do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) foi recebido ontem com uma conversa sobre ‘O valor da cultura e do talento na competitividade’ com José Teixeira, CEO da dstgroup. Para a presidente da instituição, estes 421 alunos fizeram a aposta na formação avançada “no momento certo”. E apesar de serem “tempos difíceis e incertos”, Maria José Fernandes acredita que “é na formação e no conhecimento científico” que se encontram “as melhores soluções” para enfrentar esta situação.

“A qualidade do trabalho desempenhado levou a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) a acredita mais dois novos cursos para este ano - Mestrado em Gestão e Mestrado em Marketing - com 75 novos estudantes e se vêm juntar aos 14 Mestrados já existentes”, informou a presidente, admitindo que este resultado “demonstra a qualidade reconhecida do corpo docente, não apenas os professores de carreira, envolvidos em projectos de investigação e com publicações científicas de qualidade, como também dos professores especialistas com experiência profissional e que fomentam o ensino baseado na prática e na investigação aplicada”. Por isso, os mestrados do IPCA, continuou Maria José Fernandes, “são de cariz muito profissionalizante o que os torna mais atractivos para os estudantes que os procuram”.

Este novo ano lectivo é marcado pelo contexto pandémico e “o regresso às aulas com normas e regras de segurança apertadas é um imperativo”.

Durante a conversa com os estudantes, José Teixeira deixou o alerta: “o que fazemos num dia fica obsoleto no dia seguinte. Isto é um processo contínuo e a produção de talento implica um olhar diversos sobre literacias diversas”. Por isso, o processo de aprendizagem “terá que incluir um processo de convivência uns com os outros”. O empresário evidenciou a necessária “amabilidade de viagem” que Fernando Pessoa fala, com o heterónimo de Bernardo Soares, no Livro do Desassossego. “Precisamos de usar ferramentas da Biologia, da Neurociência, da Psicologia Social, da Poesia, da Literatura e das Artes, já que todas estas entidades funcionam como uma morfina do nosso corpo. Basta ler, escutar e ter compaixão”, desafiou José Teixeira, garantindo que “o diploma é o fim se a pessoa for um ‘pica-miolos’ na empresa”. O que “modifica tudo” é que “ser bom profissional não chega, é preciso ser boa pessoa”.

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