Braga, quarta-feira

Nunca o epíteto Guerreiros lhes assentou tão bem

Desporto

01 Janeiro 2021

Redação

Momento delicado. Depois do brilharete no Bessa, novo teste à capacidade de resiliência e adaptação ao contexto que o SC Braga vive na visita a Alvalade. Infectados são baixas certas. Dos lesionados, dúvida reside apenas na utilização, ou não, de Sequeira. Tem a palavra o engenheiro Carvalhal.

Quantas mais vezes será posta à prova esta equipa? Quanto maior é o desafio que lhe é colocado pela frente, a sensação que fica é a de que a resposta, também ela, acaba por ser ainda mais positiva. Num período particularmente difícil da temporada, em que a sequência de jogos não permite grandes descansos, os guerreiros viram a Covid-19 fazer das suas e retirar das contas, de uma assentada, quatro peças fundamentais no xadrez de Carlos Carvalhal.


O mister, de resto, tem sido exímio na gestão de tantas e tão complicadas limitações. A resposta da equipa tem sido notável e, no último jogo, no Estádio do Bessa, frente ao Boavista, foram contrariadas todas as expectativas. Com uma defesa quase refeita na totalidade, a segurança no terço mais recuado foi ponto assente, numa exibição colectivamente a roçar a perfeição, de onde sobressaiu, uma vez mais, a qualidade individual dos homens da frente, sempre secundados por um sector intermédio também ele de inegável consolidação, mesmo perante a ausência de um dos seus dínamos: André Castro.

 
O médio de 32 anos é um dos infectados, assim como os centrais Bruno Viana, Tormena e David Carmo. A estes juntam-se os lesionados Moura, Rui Fonte e Galeno. Como se isso já não bastasse, Sequeira saiu com queixas físicas no jogo com o Boavista. Mais tarde, confirmar-se-ia uma mialgia na coxa esquerda e a certeza de que o lateral seria ainda reavaliado, de dia para dia, para se perceber se estaria ou não disponível para a cimeira de bom futebol que se espera que seja o desafio do próximo sábado.


Na verdade, a presença de Sequeira no onze inicial é um cenário que só mais perto da hora do jogo (18 horas) pode ser, ou não, dado como adquirido. Mas as perspectivas não são muito animadoras.

 
Confirmando-se a ausência do lateral, Zé Carlos deve avançar para a titularidade no lado esquerdo da defesa. Ao centro, Raul Silva e Rolando voltarão a fazer parelha, tentando recriar a dupla de betão que tão bem se entendeu no Bessa (apesar de Rolando ter feito o primeiro jogo esta época e de as rotinas com Raul Silva, teoricamente, não estarem tão bem trabalhadas).
 

A verdade é que tudo isso é uma questão menor quando em cada um dos atletas do plantel principal se identifica claramente o espírito de guerreiro pelo qual são conhecidos e que os faz encher de orgulho o coração dos adepto,s com tamanhas respostas positivas às várias difculdades que lhes são colocadas no caminho.


Ontem, o plantel gozou uma (merecida!) folga e hoje volta ao trabalho, para o penúltimo apronto (amanhã há novo treino) antes da viagem para Lisboa. Sábado há jogo em Alvalade e a oportunidade é de ouro para encurtar distâncias para o topo da classificação. Sejam (ainda mais) guerreiros, rapazes!

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