Braga, terça-feira

Octogenário condenado a pena suspensa por alvejar vizinho em Vieira do Minho

Regional

17 Junho 2020

Redação

O Tribunal de Braga condenou hoje a cinco anos de prisão, com pena suspensa, um homem de 84 anos que alvejou um vizinho em Rossas, Vieira do Minho, na sequência de uma desavença por causa de águas de rega.

O Tribunal de Braga condenou hoje a cinco anos de prisão, com pena suspensa, um homem de 84 anos que alvejou um vizinho em Rossas, Vieira do Minho, na sequência de uma desavença por causa de águas de rega.

O arguido foi condenado por um crime de homicídio, na forma tentada, e um crime de detenção de arma proibida.

O coletivo de juízes justificou a suspensão da pena com a idade avançada do arguido e com o facto de o crime já ter ocorrido em 2012.

Para a suspensão da pena, o arguido terá de pagar cerca de 1000 euros aos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho e 10 mil euros à vítima.

O arguido foi também condenado a pagar 25 mil euros por danos morais, estando ainda por fixar o valor dos danos patrimoniais, que está dependente da avaliação do grau de incapacidade da vítima.

Duas filhas do octogenário foram condenadas a penas de multa, por ofensas à integridade física.

Os factos remontam a 07 de julho de 2012, na freguesia de Rossas, concelho de Vieira do Minho.

As duas famílias envolveram-se em conflitos e o arguido disparou um tiro, atingindo a vítima, que era motorista profissional, na parte lateral da boca.

A vítima tem, ainda hoje, a bala alojada junto da coluna.

Após o disparo, uma filha do arguido foi à GNR e assumiu a autoria do crime, alegadamente para “proteger” o pai.

Nas alegações finais, o advogado da vítima, Artur Marques, sublinhou que o arguido foi para o local dos factos com a arma carregada e pronto para disparar a matar e que, em julgamento, não manifestou “o mínimo arrependimento”.

Já o advogado de defesa, Pedro Ferreira Gomes, alegou que o arguido agiu em legítima defesa, após ter sido agredido com uma sachola pela vítima.

Segundo Pedro Ferreira Gomes, o arguido vivia “aterrorizado” há anos por causa das relações de má vizinhança com a vítima e que, por isso, se fazia acompanhar de uma arma sempre que andava sozinho ou com as filhas.

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