Braga, segunda-feira

Oito milhões para reabilitar centro urbano de Famalicão

Regional

15 Janeiro 2020

Redação

Concurso público internacional para a obra já abriu. Espaços Públicos da Área Central da Cidade Mobilidade e Reabilitação tem um prazo de execução de um ano, pretendendo-se criar um centro urbano mais atractivo, sustentável e acessível.

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai avançar para uma nova fase da renovação do centro urbano. A proposta para a abertura do concurso público internacional com o valor base de oito milhões de euros, foi aprovada esta segunda-feira, em reunião do executivo municipal. A esta intervenção junta-se o Mercado Municipal já em execução, no valor de 3,9 milhões de euros.


Designada ‘Espaços Públicos da Área Central da Cidade – Mobilidade e Reabilitação’, a empreitada, com um prazo de execução de um ano, irá abranger o quarteirão urbano localizado entre as praças D. Maria II e Mouzinho de Albuquerque e ruas adjacentes, dotando-as de mais e melhores zonas sociais e simultaneamente mais espaços para peões e para os modos de transporte suaves. Mobilidade e reabilitação são, de resto, as palavras de ordem desta intervenção que pretende acima de tudo criar “um centro urbano mais atractivo, sustentável e acessível” como destacou o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha.
 

Para o autarca o centro urbano “é uma área vital para Vila Nova de Famalicão e para os famalicenses que merecem uma obra desta dimensão”. “Trata-se de um projecto de excelência que permitirá construir naquela zona uma área muito qualificada para o futuro do nosso concelho”, adianta ainda Paulo Cunha.


A intervenção inserida no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano foi tema de uma ampla participação pública, tendo o projecto final contado com o contributo dos famalicenses. “É um projecto arroja- do, que consideramos que vai de encontro àquilo que é a vontade genuína desde os comerciantes aos cidadãos, às pessoas que vivem na zona da cidade e a todos que a frequentam”.


Em linhas gerais, a proposta vai no sentido de ampliação para norte e para sul, da Praça D. Maria II, com a supressão ao trânsito automóvel dos dois topos, e da requalificação de todas as artérias envolventes que terão um perfil único de circulação partilhada, com prioridade para o peão.
 

Os efeitos esperados são a melhoria da qualidade de vida das populações residentes, uma maior atractividade da cidade, reforço da rede pedonal e ciclável complementada com o uso de transportes públicos, melhoria ambiental e qualificação dos espaços de utilização pública.
 

As pessoas ganham espaço, os carros perdem terreno, mas permanecem e o estacionamento, em igual número ao existente, passa a estar organizado e concentrado nos dois parques situados no centro, na Praça D. Maria II, com 107 lugares de estacionamento tarifado, como actualmente, e Mouzinho de Albuquerque, com 184 lugares de estacionamento gratuito, mais quatro do que os existentes.


Para além disso, os famalicenses irão dispor de um conjunto privilegiado de parques de estacionamento gratuitos situados na proximidade do centro como os que estão às entradas do Parque da Devesa, podendo-se, no final das obras, deixar as viaturas a escassos metros do centro e vivenciar o espaço público de forma pedonal e social.

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