Braga, segunda-feira

Os heróis da linha da frente que tratam e valorizam o lixo que produzimos em casa

Regional

15 Abril 2020

Redação

Porque a recolha e tratamento dos resíduos não pode parar mesmo em altura de pandemia, há pessoas de coragem que se expõem diariamente ao risco para garantir que o lixo que produzimos em casa tenha o melhor destino.

Enquanto grande parte dos portugueses está confinado em casa, há quem continue a desempenhar as suas funções para que o país não pare. Em tempos de pandemia - como na guerra - chamamos-lhes heróis porque arriscam a sua vida em prol dos outros.

Tal como os profissionais de saúde, os comerciantes, os distribuidores - e tantos outros - há também quem decida não parar para recolher e tratar da melhor forma os resíduos que hoje, mais do habitualmente, produzimos nas nossas casas. E se o meio ambiente denota hoje francas melhorias, é a eles que lhes devemos uma parte dessa responsabilidade.

José João Carvalho está da linha da frente na recolha dos resíduos na Braval. Já lá vão 12 anos. O trabalho exige cuidados, mas os tempos actuais são de protecção máxima. “Não tenho medo, apenas algum receio pelos meus”, diz José que nunca pensou recuar perante a pandemia. “Fui um dos impulsionadores da medida para que a empresa tivesse turnos desfasados de modo a proteger todos os colaboradores”, assegura. E tudo tem dado certo.

Apesar de desempenhar um a função crucial, recusa o estatuto de herói, preferindo a de “pessoa com coragem” porque é deles o papel principal nos dias de hoje.

Depois da recolha, segue-se a triagem dos resíduos. É aqui que entra em ‘acção’ Marisa Vale, que também há uma dúzia de anos desempenha funções na estação de triagem manual.

Confessa que nesta altura vai trabalhar “com o coração nas mãos”, por causa do risco de contágio, mas garante que todos “dão o seu melhor”.

Para garantir a sua máxima protecção, assim como da sua família, os cuidados são nesta altura redobrados. “Usamos sempre luvas, máscara e óculos. Nesta altura estamos a usar dois pares de luvas e temos um maior distanciamento entre os colegas”, prossegue Marisa, confessando que, muitas vezes, não é dada esta função o reconhecimento que merece. “Se é já um trabalho de risco, agora mais ainda”, diz.

“As pessoas não fazem ideia do que é uma estação de tratamento de resíduos, nem sequer da importância que tem. Eu também não o sabia antes de trabalhar aqui. Por isso, não podemos parar porque este trabalho é fundamental”, remata a colaboradora da Braval que apela aos cidadãos para terem cuidado com o que depositam nos ecopontos.

Helena Ferreira, técnica de Segurança, Qualidade e Ambiente da Braval também respondeu de forma positiva às exigências dos tempos, mesmo sabendo que nesta altura não pode contactar com os que lhe são mais queridos, sobretudo, os pais.

A si chama a tarefa de garantir a máxima protecção dos colaboradores da empresa, procurando (uma tarefa hoje exigente) o material de protecção individual “O país não pode parar. E sabendo da importância que a Braval tem, especialmente nesta altura, não podia dizer que não. Sinto- -me bem na minha função e estou a dar o meu máximo. Mas os verdadeiros heróis são os nossos colaboradores que estão na recolha e na triagem”, remata Helena Ferreira.

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