Braga, terça-feira

Palcos encheram-se... de memórias

Diversos

24 Agosto 2020

Redação

Paredes de Coura e Vilar de Mouros. Este ano as malas do carro não se encheram, o ritual não se cumpriu. Nos palcos apenas recordações. Tal como nos amantes dos festivais. Na economia curvas negativas. Mas a música marca encontro para 2021.

As tendas estão guardadas na garagem. As geleiras também. A música ouve-se no youtube, nas lives do instagram ou do facebook e no rádio do carro. Aquele festival de verão... este ano não acontece. As estradas para Caminha e Paredes de Coura não estão cheias. Os amantes dos concertos, da música ao vivo, de um ambiente único à volta de nomes sonantes da música internacional esperam voltar a sentir as vibrações no próximo ano de 2021.


Em Paredes de Coura não houve Pixies. Os jovens não cantaram o ‘Here?Comes Your Man’, nem elas sorriram ao hit de 2013, nem replicaram com o ‘You’re in my Eyes’ de Jarvis Cocker.
 

Já em Vilar de Mouros, correr pela colina com os Placebo só em 2021. Suede, os míticos Iggy Pop e Bauhaus também lá vão estar naquele que é apelidado o pai dos festivais portugueses. Vilar de Mouros estranhou-se e depois entranhou-se. Começou no ano de 1965 e apenas parou agora por força da pandemia. No próximo ano estará também o rock do ‘The Legendary Tigerman’. Português, uma espécie de Motorcycle Boy, bem ao estilo norte-americano, como Vilar de Mouros gosta, até porque para muitos este é Woodstock português.


Na última semana ‘A Escola do Rock’ tinha bombado a sério em Paredes de Coura. Um campo de férias, onde se transmitem vivências, aprendizagens no campo musical, e onde o rock acaba por tornar-se inebriante. Uma escola de um culto, que nasceu em 2014, que chegava a unir 50 músicos em palco e que foi inclusivamente transformado em digressão em alguns dos maiores eventos nacionais. As turmas já actuaram em festivais nacionais, bem como na Galiza.
 

O?somatório das perdas económicas entre Paredes de Coura e Caminha, é estimado pelos dois autarcas - Vítor Paulo Pereira e Miguel Alves respectivamente - em cerca de sete milhões de euros para os dois festivais, um número que peca naturalmente por defeito, dada toda a envolvência no universo negocial dos dois concelhos minhotos. Praticamente impossível de perceber está naturalmente toda a projecção que têm estes dois cartões- -de-visita dos dois concelhos, do Alto Minho e de toda a região.


Em Braga, capital do Minho, cinco amigos, numa mesa de um café conversam e recordam memórias dos festivais. João, Manuela, Cristina, Miguel e Filipa assistiram a The National no dia de abertura em Paredes de Coura 2019. ‘I need my girl’ ficou na memória. Nós precisamos dos festivais... concordaram todos.

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