Braga, quinta-feira

Pandemia aumentou actividade com processamento de EPIs

Regional

13 Fevereiro 2021

Marta Amaral Caldeira

A actividade da Central de Esterilização do Hospital de Braga aumentou com a pandemia de Covid-19, com o processamento dos equipamentos de protecção individual utilizados pelos profissionais.

A pandemia de Covid-19 fez aumentar em cerca de 15 por cento a actividade da Central de Esterilização do Hospital de Braga, que passou a ter mais material e equipamento clínico reutilizável para desinfectar, com os óculos, viseiras, capacetes, pacotes de pensos e fatos de circulação.

O ‘tráfego’ de material para esterilização disparou com a necessidade de processamento dos Equipamentos de Protecção Individual utilizados pelos profissionais de saúde.

É a enfermeira-chefe do Serviço de Esterilização, Celeste Machado, que confirma este aumento de actividade, recordando que no início da pandemia, até tinha decrescido num primeiro momento com a diminuição das cirurgias - mas acabou por ser compensada com o processo de todo o material de EPI’s que é imperioso desinfectar diariamente.

“Desde Março com a pandemia houve um aumento de ‘tráfego’ na Central de Esterilização tendo em conta o aumento da necessidade de processamento de EPI’s que até aí não eram utilizados, face ao aumento do processamento de ventiladores para dar resposta às Unidades de Cuidados Intensivos e de Cuidados Intermédios e também a todo o material de apoio à ventilação não invasiva como máscaras, que aumentaram muito (porque aumentaram as necessidades)”, esclarece a enfermeira-chefe do Serviço de Esterilização, apontando que houve, também, “uma necessidade de adaptação em várias áreas devido à ruptura e às dificuldades das cadeias de abastecimento de produtos descartáveis e tivemos que voltar ao uso do material reutilizável - desde campos cirúrgicos, pacotes de pensos, fatos de circulação, etc.”, frisou.

A pandemia levou ao aumento da actividade da central pelo acréscimo de trabalho com o processamento dos EPI’s e outros materiais reutilizáveis, que passaram a ser utilizados de novo, até por uma questão de custos, pois muitos destes bens materiais necessários estavam a escassear e a registar-se dificuldades de abastecimento, além dos preços terem disparado e passámos também a utilizar mais material reutilizável que tem que vir para a central para ser esterilizado diariamente”.

Apesar do aumento da actividade da Central de Esterilização do Hospital de Braga com o processamento dos EPI’s dos profissionais de saúde, Celeste Machado indica que “o grosso do do trabalho realizado - uma média de 80 por cento - é relativo a processamento do material vindo do bloco operatório”. Os restantes 20 por cento é para dar resposta aos outros serviços hospitalares, desde os internamentos às consultas.

Considerando que o “risco” de infecção dos operadores que trabalham no serviço não seja grande porque o nível de protecção é sempre igual, a não ser que alguém se possa picar ou cortar com o material, o certo é que o Serviço de Esterilização do Hospital de Braga, desde o início da pandemia, regista apenas três casos de Covid-19, com infecções no exterior.

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