Braga, segunda-feira

Pandemia não altera velhos hábitos

Regional

24 Dezembro 2020

Redação

Apesar dos apelos da DGS, foram poucos os bracarenses que compraram os presentes com antecedência. A pandemia não conseguiu alterar velhos hábitos de deixar as compras para estes dias em cima do Natal.

Apesar dos apelos da Direcção-Geral de Saúde para comprar, com antecedência, os presentes de Natal, foram poucos os bracarenses que o fizeram.

Em vésperas de Natal, as filas de trânsito para chegar ao centro comercial eram intermináveis, os parques lotados e as filas acumulavam-se à porta das lojas.

Isabel Silva e Isabel Martins escolheram o shopping para fazer as últimas compras. Isabel Silva decidiu planear e comprar com mais antecedência, embora ainda deixasse para comprar aqueles presentes de última hora. Já Isabel Silva estava à espera da irmã para comprar os presentes para dar aos pais.

Apesar destes dias de maior movimento, as lojas vivem tempos de grande dificuldade, tendo em conta todas as restrições decorrente da pandemia e a diminuição do poder de compra. O confinamento levou ao crescimento do comércio online e ao investimento de algumas marcas que decidiram apostar nestas plataformas, encerrando algumas lojas, nomeadamente em Braga, atirando dezenas de trabalhadores para o desemprego.

Joaquim Lopes e Fernanda Oliveira não alteraram muito os hábitos de comprar nesta altura natalícia. “Este ano estamos num ano atípico, mas estamos a fazer as compras dentro do habitual, fazendo um pouco mais de economias, mas sem grandes alte-rações”, contou ao Correio do Minho Joaquim Lopes.

Já Cristiana Oliveira antecipou as compras de Natal. “Tendo em conta o período que estamos a viver, decidi fazer um planeamento dos presentes. Assim aconteceu, comprei antes do período de maior confusão”.

Silvana Ventura é de Felgueiras, vive em França, e veio a Braga para fazer as compras de Natal com a filha Letícia Ventura. “Este ano, antecipei as compras de Natal para ter um pouco mais de tempo com a família, pois não estamos a viver um tempo normal”, afirmou Silvana Ventura, dando nota que “talvez tenha gasto menos este ano, pelo facto de ter planeado com antecedência consegui calcular melhor as coisas”.

Também Catarina Martins estava acompanhada de uns amigos que vieram de França, mas que vão regressar antes do Natal. Catarina Martins confessou que gastou “mais porque não tinha por hábito comprar prendas, mas esta é uma forma de compensar a distância da família e dos amigos num ano tão difícil”.

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