Braga, quinta-feira

Pandemia trouxe coisas positivas à Igreja Católica

Regional

14 Fevereiro 2021

Miguel Viana

Arcebispo de Braga diz a que o confinamento está a tornar a fé das pessoas mais personalizada e que a Igreja tem sabido usar as tecnologias.

A Igreja Católica está a tirar aspectos positivos da situação de pandemia. A opinião é de D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga e tem por base a não realização de missas com a presença de fiéis devido à pandemia causada pela Covid-19.

Referindo que os cristãos são muito apegados às missas e às devoções, D. Jorge Ortiga destacou que “a pandemia está a ser uma oportunidade para que os nossos cristãos, fechados em casa, dediquem um pouco do seu tempo quer a participarem nas Eucaristias ‘on line’, quer em variadíssimas acções de formação que estamos a proporcionar, nós Diocese de Braga, os diversos movimentos e a Igreja em Portugal”.

Ainda assim, a Igreja Católica teve que se adaptar à nova realidade da transmissão dos actos religiosos pela internet, como acontece, por exemplo, com os eventos da Quaresma. “Nós temos um conjunto de iniciativas orientadas nesse sentido. No que diz respeito ao Arcebispo, vamos ter ao domingo à tarde um encontro a que demos como título ‘Casa da Palavra. Depois vamos ter a Nova Ágora, com todas as iniciativas a serem transmitidas ‘on line’. Não parámos”, explicou o Arcebispo de Braga.

Outras das iniciativas previstas com transmissão pelas redes sociais são as acções de formação para os conselhos económicos.

“A Igreja está a reagir muito positivamente. Por aquilo que vou vendo, esta pandemia está também a trazer resultados muito positivos, no sentido de tornar a fé das pessoas muito mais personalizada, muito mais consciente.”

Todas estas acções permitem concluir que a mensagem da Igreja Católica continua a chegar aos fiéis.

“Diariamente a mensagem vai chegando às pessoas. Naturalmente com todas as limitações, mas não estamos num período em branco, vazio. Estamos num período cheio de muita vida.” considerou o Arcebispo de Braga

O representante da Igreja Católica em Braga admite que depois da pandemia “poderão ser menos as pessoas a frequentar as igrejas”, mas garante que aqueles que as vão frequentar “vão ser mais conscientes, numa palavra, vão ser mais cristãos”, garantiu D. Jorge Ortiga.

Outro dos efeitos da pandemia é a procura de ajuda, junto das instituições da Igreja Católica, por parte de quem está a passar por momentos de aflição, essencialmente ao nível económico, devido à perda de rendimentos. Também aí a Igreja Católica continua a ter uma papel muito interventivo.

“Os pedidos chegam quotidianamente, não só à Cáritas Diocesana, mas também às paróquias e à Diocese. Os pedidos que estão a chegar com mais insistência nesta altura sáo para pagamento de rendas, de pessoas que trabalhavam e já não trabalham, que quase não têm o mínimo para viver e que correm a ameaça de serem postos na rua”, frisou D. Jorge Ortiga.

Parte da verba para essas ajudas é proveniente do Fundo Partilhar com Esperança. A sociedade civil é chamada a colaborar com contribuitos através de uma conta bancária.
Outra das ajudas é oriunda da própria Diocese.

“Temos já recorrido a algumas reservas da Diocese, mas lançamos um alerta para estas situações. O tempo da Quaresma vai ser um período para voltarmos a insistir no contributo penitencial ou renúncia quaresmal, para que a partilha vá acontecendo e possamos responder aos problemas que nos batem à porta todos os dias, essencialmente nas paróquias”, realçou D. Jorge Ortiga.

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