Braga, sexta-feira

Parque de Campismo com quebras de 70%

Regional

04 Fevereiro 2021

Redação

Número de autocaravanistas desceu de forma abrupta no ano em que despoletou. Receitas desceram para os valores de 2013.

O Parque de Campismo de Braga registou uma quebra abrupta no número de dormidas em 2020, ano fortemente marcado pelo despoletar da pandemia desencadeada pelo Covid 19. É preciso recuar quase ao início da década para obter os valores alcançados por este equipamento municipal ao nível do número de dormidas e, consequentemente, no valor das receitas no ano transacto.

Segundo dados da autarquia, o Parque de Campismo registou em 2020 5 374 dormidas, número muito abaixo das 17 808 alcançadas em 2019.

Ao nível das receitas os valores de 2020 não chegaram aos 36 mil euros, só comparáveis aos 33 mil obtidos em 2013.

A pandemia colocou assim um travão no crescimento exponencial que o equipamento municipal tem vindo a registar desde 2013, passando das 7 mil dormidas alcançadas nesse ano para as 18 mil registadas em 2019. Este crescimento também se reflectiu ao nível das receitas que passaram dos 33 mil em 2013 para os 111 mil em 2019, tornando o Parque de Campismo de Braga num equipamento sustentável, ao ponto de permitir investimentos em novas ofertas.

O autocaravanismo praticado sobretudo por turistas estrangeiros sempre foi a componente mais importante deste equipamento e foi descida abrupta deste tipo de público que mais se reflectiu nas contas do parque de campismo o ano passado.

“No período de época alta não tivemos praticamente estrangeiros nenhuns, e os nacionais também foram muito reduzidos, representando apenas 36%”, adiantou ao CM o vereador Altino Bessa.

O número de entradas de 2020 também diz muito do descréscimo que este espaço conheceu, especialmente fruto da baixa mobilidade de turistas estrangeiros: 2 426, muito aquém das 8 416 registadas em 2019.

“Apostámos sempre no mercado nacional e achámos que tem um potencial que deve ser valorizado, mas a maioria dos turistas do Parque de Campismo são estrangeiros, na ordem dos 65, 70 por cento. E foram eles que baixaram significativamente”, continua o vereador responsável pelo parque de campismo.

Se 2020 foi “fraco”, 2021 não se perspectiva, segundo o vereador, muito superior, embora “melhor’. “A minha perspectiva é que a evolução da pandemia, relacionada com o número de vacinas que serão administradas sobretudo a nível europeu, vai trazer segurança às pessoas para poderem viajar e, consecutivamente, melhorar a situação. Desse ponto de vista penso que 2021 irá melhorar bastante comparativamente a 2020 que, mesmo assim, parte de um valor muito baixo”, explica.

É esta projecção que leva Altino Bessa a acreditar que em 2021 sejam duplicados os valores alcançados no ano transacto. “A recuperação que poderá acontecer levar-nos-á seguramente para números de há cinco anos”, adverte.

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