Braga, terça-feira

Pastelarias têm no bolo-rei a 'fava' para equilibrar as contas da pandemia

Regional

23 Dezembro 2020

Redação

Doces tradicionais como o bolo-rei lideram as vendas das pastelarias na quadra natalícia. Tradição é também deixar a compra para a última hora, mas o melhor mesmo é evitar concentrações e antecipá-la o mais possível.

Preparados para satisfazer todos os clientes, mesmo os que deixam a compra dos doces para a última hora. É com este espírito que Francisco Pereira, responsável pelo grupo de pastelarias ‘Glicínia’, sediado em Braga, está a trabalhar nesta quadra natalícia.

Apesar de reconhecer que os clientes se guardam para a última hora para comprar o tradicional bolo-rei e outras iguarias da época, Francisco Pereira apela a que a compra seja feita com a máxima antecedência possível.

“As pessoas devem vir com mais antecedência para evitar a concentração nas lojas no dia 24 de Dezembro” apela o gerente do grupo que integra as vá-rias pastelarias da insígnia ‘Glicínia’.

O cumprimento das regras de segurança decorrentes da pandemia pode aumentar a espera, sublinha Francisco Pereira, insistindo na compra antecipada com garantia de qualidade dos produtos.

A produção deste ano mantém-se, mas o responsável do grupo ‘Glicínia’ acredita que as vendas poderão superar as dos outros anos. Por um lado, antevê-se a reunião de famílias menos numerosas, o que poderá multiplicar as unidades adquiridas por cada família.

Da parte das empresas, e com a não realização de almoços e/ou jantares de Natal, Francisco Pereira aponta a substituição por bolos-rei.

Quanto aos doces que mais se vendem na quadra natalícia, o bolo-rei tradicional sai claramente vencedor, a par do, também tradicional, pão-de-ló.

A variedade é cada vez maior, mas o foco mantém-se no tradicional, reconhece o gerente das pastelarias ‘Glicínia’ que, este ano, não apostou em qualquer produto novo no contexto da doçaria de Natal.

Em tempos de crise financeira são as sobremesas, para lá do tradicional, que deixam de sair, já que “o típico é quase obrigatório” na mesa da consoada.

Nas padarias e pastelarias Albano & Filhos, também em Braga, já há algumas encomendas, mas é nos dias 23 e 24 de Dezembro que a afluência de clientes aumenta para a compra dos doces de Natal.

“Acredito que as pessoas estão a deixar para a última hora, como é habitual” afirma a responsável, Sónia Silva, confrontada ainda com um cenário de “muita incerteza”.

“As pessoas estão com muito medo de fazer encomendas” descreve Sónia Silva referindo- -se, sobretudo, a outros estabelecimentos de que as padarias e pastelarias ‘Albano & Filhos’ são fornecedores.

Mesmo assim, aquela responsável acredito que o ritmo de produção irá manter-se ao nível dos anos anteriores e que “estes dias de festa” permitam compensar um pouco as quebras sentidas ao longo do ano com a pandemia, sobretudo na distribuição e no serviço de cafeteria.

“Na venda de pão não houve grandes alterações” confirma Sónia Silva, apesar do encerramento pontual de alguns estabelecimentos, devido às regras impostas pela pandemia.

Nas padarias e pastelarias Albano & Filhos, como noutras, a “prova dos nove” é tirada hoje e amanhã, já que os produtos são confeccionados e vendidos sobretudo nestes dias.

O bolo-rei é a especialidade que os clientes mais procuram, a par do cacete para rabanadas, havendo outras variantes como o bolo-rei folhado com frutos secos que já conquistaram a sua quota de mercado.

Quem não tem concorrente é a broa de milho, uma especialidade que se vende muito e em qualquer altura do ano.

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