Braga, sexta-feira

Pedidos de apoio alimentar são os mais solicitados em Gualtar

Regional

08 Fevereiro 2021

Redação

À Junta de Gualtar têm chegado vários pedidos de apoio, mas o alimentar é aquele que é mais solicitado. O autarca João Vieira diz que a pandemia está a agudizar os problemas de muitas pessoas.

O apoio alimentar é um dos pedidos de ajuda que mais tem chegado à Junta de Freguesia de Gualtar. O autarca, João Vieira, diz que a pandemia veio “agravar” a situação de muitas pessoas, que, entretanto, já ficaram sem trabalho ou viram os seus rendimentos diminuídos. “Temos feito o acompanhamento das situações desde o início e estamos sempre abertos para que as pessoas nos contactem”.

O presidente da Junta de Freguesia de Gualtar indica que a rede local tem sido o suporte de muitas famílias. Os esforços agregam-se da parte da junta, da câmara, da paróquia, do projecto ‘Virar a Página’ e da Conferência Vicentina para ajudar o maior número de pessoas. “Todos estes parceiros têm-nos ajudado a acautelar muitas situações difíceis”, confessou.

As equipas multiplicam-se no trabalho que é preciso fazer diariamente. Há refeições que precisam ser entregues às crianças e cabazes alimentares às famílias que necessitam, mas a junta ajuda também quem precisa de ir buscar medicamentos à farmácia, embora, o autarca João Vieira indique que neste 2.º confinamento as pessoas já não sentem tanto receio, “mas nós continuamos a ajudar quem solicitar essa ajuda”.

Um dos mais recentes apoios que a Junta de Gualtar deu foi precisamente aos alunos. “Para além das refeições entregues em casa aos alunos carenciados, com apoio da paróquia de Gualtar, a Junta de Freguesia tem alguns computadores e, nesta fase, emprestámos esses equipamentos informáticos a algumas crianças para que tivessem também o seu apoio ao estudo”.

Segundo o autarca gualtarense, há também mais pessoas a sofrer de questões psicológicas, agravadas com a pandemia e com o Inverno e cujo maior problema é, muitas vezes, não saber onde se dirigir.

“Há pessoas que nos batem à porta porque estão deprimidas, psicóticas e, sobretudo, não sabem onde recorrer porque, apesar de haver muitas ajudas disponíveis, a junta serve também muito como intermediário no sentido de ir resolvendo estas situações, que estão a agravar-se”, aponta. “É uma factura que começa cada vez a ter mais parcelas. Se já tínhamos situações diagnosticadas há algum tempo, com a pandemia vieram a agravar-se”, refere o autarca gualtarense João Vieira.

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