Penálti aos 90+3 salva FC Porto no Marítimo antes do clássico

Desporto

22 Fevereiro 2021

Lusa

Um golo de penálti, aos 90+3 minutos, salvou hoje o FC Porto do quarto empate consecutivo na I Liga de futebol, permitindo-lhe difícil triunfo por 2-1 no Marítimo e manter-se a 10 pontos do Sporting antes de o receber.

Um golo de penálti, aos 90+3 minutos, salvou hoje o FC Porto do quarto empate consecutivo na I Liga de futebol, permitindo-lhe difícil triunfo por 2-1 no Marítimo e manter-se a 10 pontos do Sporting antes de o receber.

Com este êxito sofrido da 20.ª jornada em casa do lanterna-vermelha, que averbou a sexta derrota consecutiva, o ‘dragão’ soma 44 pontos, a 10 dos ‘leões’, que recebem no sábado, mais um ponto do que o Sporting de Braga, terceiro, e cinco do que o Benfica, quarto.

Uribe colocou o campeão nacional na frente aos 13 minutos, porém Léo Andrade empatou aos 18: os azuis e brancos salvaram-se com um penálti cometido por Rúben Macedo sobre Rodrigo Conceição, filho do treinador, que Octávio converteu no 2-1.

O Marítimo, que tinha ganho por 3-2 no Dragão, é último isolado, com 17 pontos, a um ponto de Farense, Famalicão e Boavista.

Perante um adversário lutador e que apostou em linhas compactas a defender, o FC Porto assumiu desde início o controlo, embora sem criar grande perigo: a primeira situação de aflição surgiu aos 13 minutos, num desvio de André Santos a cruzamento de Zaidu, que quase resultou em autogolo.

No minuto seguinte, na confusa segunda vaga de ataque após um livre, a bola chegou a Uribe que, perto da zona de penálti, rematou para golo, com o esférico a bater ainda em Léo Andrade, que não conseguiu cortar.

A resposta dos insulares foi quase imediata, num canto que contou com um remate/desvio de Joel Tagueu, com a bola a ficar solta ao segundo poste, onde surgiu Léo Andrade a empatar, tento que o VAR validou depois do árbitro auxiliar ter assinalado fora-de-jogo.

Num relvado longe das condições ideais, o desafio tornou-se fértil em intensas disputas de bola, com 22 faltas até ao intervalo, que interrompiam sistematicamente o encontro e o tornavam pouco interessante.

Na única situação de verdadeiro perigo, dupla defesa do iraniano Amir (34) a cabeceamento de Mbemba, seguido de recarga do compatriota Taremi, quase à queima-roupa.

O FC porto partiu para a etapa complementar com 75% de posse de bola perante um adversário que apostava tudo no contra-ataque, com o qual ia surpreendendo aos 48 minutos, porém o remate do camaronês Joel Tagueu foi ‘encaixado’ por Marchesin.

O Marítimo chegou a estar praticamente acantonado na sua área e foi pelo meio de muitos jogadores que viajou o remate de Luís Díaz (53), bloqueado por Amir: Correa (60) e Corona (67) tentaram surpreender, sem o conseguir.

O FC Porto não revelava arte para transpor a muralha maritimista e foi mesmo Marchesin a evitar males maiores, em lances consecutivos, o primeiro a dar o corpo à bola em contra-ataque de Alipour (83), cedendo canto.

Na marcação da respetiva bola parada, cabeceamento de Zainadine ao poste, a bola bate em Marchesin e sobra para o remate de Léo Andrade que o guarda-redes argentino impediu de entrar.

Quando o empate parecia inevitável, surgiu o penálti que manteve o FC Porto de Sérgio Conceição, que hoje cumpriu 200 jogos como treinador dos ‘dragões’, ligado ao título.

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