Braga, sexta-feira

Pepetela vence prémio dstangola/Camões

Diversos

21 Março 2021

Marlene Cerqueira

Pepetela, escritor e sociólogo, é o vencedor da segunda edição do Prémio de Literatura dstangola/Camões, com a obra Sua Excelência de Corpo Presente. O galardão será entregue numa cerimónia virtual, a 5 de Maio, Dia Mundial da Língua Portuguesa.

Com o seu mais recente romance, ‘Sua Excelência, de Corpo Presente’, o escritor e sociólogo pepetela é o vencedor da segunda edição do Prémio de Literatura dstangola/Camões. O galardão, no valor de 15 mil euros, será entregue numa cerimónia virtual que decorrerá, a 5 de Maio, Dia Mundial da Língua Portuguesa.O júri do concurso considerou que “este romance reafirma a condição de Pepetela como escritor de primeira água, angolano, africano e universal”.
 

Os jurados consideram “fundamental na obra do autor a sua condição de sociólogo para entender o aproveitamento literário que faz do conhecimento que domina para a sua criatividade e para o desenvolvimento e aprofundamento dos seus enredos”, adiantando ainda que ‘Sua Excelência de Corpo Presente’ é um dos seus exemplos “mais apurados, se atendermos não apenas à sua actualidade, como também à forma como mantém, jovem e lúcida, a ironia, a crítica sociocultural e uma criatividade intensa que acompanha os avanços e recuos da realidade angolana e até mesmo africana, no que diz respeito à realidade que vivemos ao Sul do Saara”.

 
Esta edição do prémio literário dstangola/Camões contou com cerca de 20 candidaturas, que foram avaliadas por pelo júri presidido por Irene Guerra Marques, linguista e docente na Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto, e constituído pelo jornalista e escritor Carlos Ferreira (Cassé) e por Manuel Muanza, Professor Auxiliar no Departamento de Língua Portuguesa no Instituto Superior de Ciências da Educação, que substitui o anunciado escritor José Agualusa, que por motivos pessoais teve que abandonar a constituição do júri. Esta é a segunda distinção do romance, que recebeu em Fevereiro o Prémio Literário Correntes d’Escritas. A editora apresenta este romance como “uma crítica mordaz ao abuso de poder e aos sistemas de governo totalitários disfarçados de democracias”, escrito com “um sentido de humor inteligente, e em que qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência”.

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