Perto de 4 mil alunos no Festival de Cinema Documental de Braga

Regional

31 Outubro 2019

Redação

Espaço Vita acolhe nos dias 25 e 26 de Novembro a primeira edição do Dobra que nasce da parceria entre o Agrupamento Carlos Amarante, o Vita e o dstgroup, que patrocina o festival de cinema.

O Espaço Vita acolhe nos dias 25 e 26 de Novembro o Dobra - Festival de Cinema Documental de Braga uma iniciativa promovida pelo Plano Nacional de Cinema do Agrupamento de Escolas Carlos Amarante, em colaboração com o Espaço Vita e que conta com o mecenato da dstgroup.

Este é o primeiro festival de cinema a extravasar os muros da escola e a abrir-se à comunidade que emerge da sinergia entre parceiros que pretendem fazer deste um certame de formação de públicos na área do cinema.

Ao longo de dois dias, cerca de 3600 alunos do agrupamento Carlos Amarante, Sá de Miranda e da Francisco Sanches, assim como os alunos da Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian vão assistir a projecção de filmes adequados à sua faixa etária, desde o Jardim-de-Infância ao Ensino Secundário.

Dirigido essencialmente ao público escolar, o certame abre-se também aos bracarenses, com uma sessão que terá lugar no último dia do festival.

A programação desta primeira edição do Dobra contra com a assinatura do Porto/Post/Doc, cuja experiência na organização de eventos de promoção de cinema documental é já sobejamente conhecida.
As obras cinematográficas seleccionadas estão inseridas no programa do Plano Nacional de Cinema (PNC), tutelado pelo Ministério da Educação.

Dario Oliveira, da direcção do Porto/Post/Doc, que ontem participou na sessão de apresentação do certame, teceu rasgados elogios aos parceiros que uniram esforços para tornar possível este “pequeno grande festival. Pequeno por tem apenas dois dias, grande porque tem uma grande ambição. Braga tem uma dimensão perfeita para que este festival cresça”. Considerando que a literacia pelo cinema é “urgente”, o responsável diz que o que o festival vai oferecer aos jovens experiências sensoriais, intelectuais e pedagógicas que contribuam para a sua formação integral como indivíduos, contribuindo também para a formação de público ao nível do cinema, com espírito crítico.

E é precisamente com o objectivo de formar públicos que o agrupamento Carlos Amarante procura que os seus alunos tenham acesso ao cinema cada vez mais cedo. São muitas as iniciativas levadas a cabo no âmbito do PNC, trabalho que é já uma referência a nível nacional. Mas, como referiu Fátima Brandão, coordenadora do PNC no agrupamento, o objectivo agora é “ir mais longe”. “Todos nós precisamos de cinema. Todos retiramos das experiências dos outros algo que irá, de algum modo, alterar a nossa vida. Com este festival vamos partilhar com os alunos histórias várias”, refere a coordenadora.

As palavras da Fátima Brandão foram corroboradas pela directora do Agrupamento, Hortense Santos, que com esta iniciativa pretende não só abranger outros agrupamentos, como a própria cidade.

José Teixeira, da dstgroup, mecenas deste projecto, garantiu que a empresa vai financiar anualmente este projecto caso este ‘ensaio’ seja um sucesso. “Este investimento quando é feiro a tempo e é permanente é devolvido com um múltiplo muito grande. Caso não o façamos, à frente vamos investir para corrigir”, assume.

O padre Tiago Freitas, da direcção do Vita, diz que o apoio dado ao evento se coaduna com a prática dos últimos anos na promoção de eventos culturais, entre os quais se destacam alguns ciclos de cinema.

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