Braga, sexta-feira

Plataforma da Taxa Turística apresentada sob muitos protestos

Regional

18 Janeiro 2020

Redação

Foi em clima de contestação que o Município de Braga apresentou, ontem, a Plataforma da Taxa Turística aos agentes turísticos, que consideram a medida prematura na cidade.

A Taxa Municipal Turística de 1,5 euros começa a ser cobrada a partir do próximo dia 1 de Março, mas, ontem, dia de apresentação da plataforma aos operadores turísticos, muitos contestaram uma medida que consideram ser “prematura” na cidade de Braga e que temem vir a afugentar turistas.

O vereador do Turismo da Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa e uma equipa técnica municipal apresentou aos agentes turísticos bracarenses a Plataforma da Taxa Turística, no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, indicando que a taxa é cobrada há alguns anos no Porto e em Lisboa e que começa a ser cobrada também já em vários municípios. O responsável garantiu que “a receita da taxa será para beneficiar os agentes turísticos”, sobretudo, na promoção do destino ‘Braga’.

“Desde 2017 temos feito uma aposta muito grande na promoção da cidade no exterior”, assegurou, apontando para as 13 feiras em que o Município de Braga promoverá o seu destino durante este ano, à semelhança do que aconteceu no ano passado, marcando presença em grandes feiras em Bruxelas, Varsóvia, Suíça, Paris, Barcelona, a Bolsa de Turismo de Lisboa ou a FITUR - Feira Internacional de Turismo em Madrid, na qual vai participar já na próxima semana.

Segundo o vereador do Turismo, esta participação em feiras “é um esforço do Município de Braga e do dinheiro dos contribuintes e, por isso, entendemos que aqueles que nos visitem deem a sua contribuição por isso”. “A taxa terá como objectivo continuar a promover e divulgar lá fora o nome de Braga”, frisou, lembrou que no ano passado foi o 2.º destino europeu.

Altino Bessa destacou o crescimento turístico que a cidade teve nos últimos anos, recordando que em 2013, altura em que este executivo liderado por Ricardo Rio entrou em funções, Braga contava 278 mil dormidas e em 2018 já contava 586 mil dormidas. Apontando que os números de 2019 serão ainda superiores, o vereador evidenciou que o crescimento turístico em Braga tem sido três vezes mais do que a média nacional e mais do que duas vezes em relação à região Norte. A expectativa é que a Comunidade Intermunicipal do Cávado atinja um milhão de dormidas este ano. “Isto deve-se a todos”, frisou Altino Bessa, apontando para a atitude empreendedora dos empresários quer na criação de novos espaços de alojamento, quer na renovação dos espaços já existentes, para garantir um serviço de grande qualidade.

Muitos dos agentes turísticos bracarenses mostraram-se avessos à medida e indicaram que gostariam de ter sido auscultados antes desta ter sido aprovada e não pela vida de um Conselho Estratégico para o Turismo, até porque manifestaram muitas dúvidas quanto à aplicação da medida no momento da facturação.

“Para uma cidade como Braga em que ainda está numa fase de ascensão turística, imputar já um custo associado, julgo que não é muito positivo porque o turismo ainda está a ser potenciado, mas concordo com a medida em cidades-âncora como o Porto ou Lisboa”, indicou o operador José Santos, acrescentando que se o visitante tem que pagar mais, então também tem que haver uma oferta ainda melhor, com mais eventos que cativem. Pedro Dias, outro operador turístico, disse não estar de acordo com a taxa turística. “É mais uma taxa e um valor a incluir ao cliente”. Fátima Kaine, outra operadora turística, diz temer a perda de clientes para o Porto e tem dúvidas quanto à forma de explicar às Finanças que a taxa não representa lucros para a empresa.

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