Braga,

Plim e jogos no jardim para descontrair

Regional

17 Agosto 2020

Redação

Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva está a contar Histórias aqui e ali. Um dos locais escolhidos é o jardim do Museu D. Diogo de Sousa, onde o grupo Plim/PIFH está responsável por apresentar jogos teatrais para rir e descontrair.

Beatriz Campos, Ana Ferreira e Inês Vieira fazem parte do Plim, que integra o grupo de teatro PIFH da Escola Secundária Alberto Sampaio. As jovens, que terminaram agora o 12.º ano do curso profissional de Teatro fazem parte do projecto da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva de contar ‘Historias aqui e ali’ e todas as quartas-feiras dão “mais vida” ao jardim do Museu D. Diogo de Sousa.


“Terminamos o 12.º ano e fizemos o estágio na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, mas acabamos por ficar apenas alguns dias porque, entretanto, chegou a Covid-19. Já tínhamos definido que depois do estágio íamos fazer horas de conto e oficinas de teatro. Por isso, aceitamos este desafio”, explicaram as jovens.
 

Nas reuniões com o professor responsável surgiu o nome do grupo. “Foi o professor que teve a ideia do grupo se chamar ‘Plim’ e gostamos muito”, contaram as jovens, entusiasmadas com a oportunidade que a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva lhes proporcionou.


Assim, o jardim do Museu D. Diogo de Sousa tem animação, a partir das 16 horas, todas as quartas-feiras do mês de Agosto. “O nosso foco é a oficina de teatro, apesar de já termos feito hora de conto. Mas queremos apostar na experiência que já temos em teatro”, justificaram as alunos, referindo que os jogos que aplicam na sessão são os jogos que já fizeram inúmeras vezes em contexto de sala de aula. “Sentimo-nos perfeitamente à vontade em transmitir este conhecimento e divulgar o teatro às pessoas com pequenas técnicas e práticas”, referiram ainda Inês, Ana e Beatriz. E as jovens foram mais longe: “às vezes surgem pessoas tímidas, introvertidas e até contidas e o teatro ajuda a libertar e a mostrar aquilo que têm dentro delas, improvisando e sem ter medo do que os outros vão pensar ou julgar”.
 

Quanto ao futuro do Plim, as jovens querem continuar a actividade no Verão do próximo ano. “Agora vamos para a universidade, mas queremos muito no próximo Verão manter este projecto”, confessaram as jovens, que querem fazer mais oficinas de teatro. “Adoramos o contacto com o público, é uma experiência para a vida e assim também ensinamos o que já aprendemos e ainda aprendemos coisas novas com os participantes”, defenderam.


Mas não só o jardim do Museu D. Diogo de Sousa ganhou ‘nova vida’ este mês, também os jardins do Museu dos Biscainhos, do Parque de Guadalupe e do Mosteiro de Tibães estão a receber, durante este mês, livros, histórias, gargalhadas, sonhos e vida.


A Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva pretende com as ‘Histórias aqui e ali’ dar a conhecer também espaços muito bonitos da cidade, promovendo o livro e a leitura. Com a Covid-19, a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva optou por sair porta fora e levar a leitura e os livros aos espaços verdes da cidade.
 

Famílias aproveitam convívio e apreciam ‘Histórias aqui e ali’
 

Sara Oliveira vive em Guimarães, mas é utente da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva e quando teve conhecimento da iniciativa ‘Histórias aqui e ali’ aceitou o desafio e inscreveu-se em várias acções. Na companhia da afilhada, que vive em França, Sara percebeu logo que era “uma oportunidade excelente” de passar tempo de qualidade com a pequena. E confirmou isso mesmo no final do primeiro ‘programa a duas’ que aconteceu no jardim do Museu D. Diogo de Sousa.
 


“Adoramos esta actividade e já nos inscrevemos em mais duas iniciativas. O facto de ser ao ar livre, em contacto com a natureza e a fazer este tipo de jogos é mesmo interessante”, confirmou Sara Oliveira, garantindo que a experiência “é para repetir”.
 

Sara Oliveira e Mariana participaram na actividade do grupo Plim e, no final, nem o lanche no jardim faltou.
 

Elaine Scalabrini e Maria, de 10 anos, estão a viver em Braga há um ano e meio e já participam em actividades da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva. A fazer um pós-doutoramento na Universidade do Minho na área da Geografia-Turismo, Elaine aproveita todas as oportunidades para, depois do tempo de confinamento, fazer actividades ao ar livre com a filha. “Esta actividade é uma excelente ideia para tirar a minha filha de casa, além disso estamos num local ao ar livre e depois vamos aproveitar para visitar o Museu D. Diogo de Sousa que ainda não conhecemos”, contou.
 

Elaine e Maria foram unânimes: “adoramos a parte da encenação e dos jogos teatrais”.


Também Fátima Martins participou na actividade ‘Histórias aqui e ali’ no jardim Museu D. Diogo de Sousa com o filho Gabriel, de 7 anos. “Já costumamos participar nas actividades da escola e em muitas outras extra-escola. Fazemos tudo para envolver os nossos filhos em actividades diferentes”, confessou.


Sobre a actividade, mãe e filho apreciam a arte da encenação e, por isso, foi uma experiência a repetir. “As pessoas deviam participar mais e experimentar e esta é uma boa oportunidade”, assegurou Fátima Martins.

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