Portugal deixa de ter concelhos em risco extremo

Nacional

22 Março 2021

Lusa

Portugal deixou hoje de ter concelhos em risco extremo de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, com a descida do concelho do Funchal para a categoria de risco muito elevado, segundo o último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Portugal deixou hoje de ter concelhos em risco extremo de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, com a descida do concelho do Funchal para a categoria de risco “muito elevado”, segundo o último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim alerta, contudo, que os dados referentes à região Autónoma da Madeira devem ser interpretados atendendo ao atraso entre o diagnóstico e a notificação verificado no período em análise, entre 03 e 16 de março.

O risco extremo de infeção verifica-se quando um concelho tem uma incidência cumulativa a 14 dias acima dos 960 casos de infeção por 100 mil habitantes. De acordo com a DGS, e atendendo a esta ressalva, o Funchal registou agora uma incidência cumulativa de 915 casos, quando no boletim da semana passada apresentava uma incidência de 1.118 casos por 100 mil habitantes.

Em risco muito elevado, ou seja, com uma incidência de entre 480 e 959,9 casos por 100 mil habitantes, estão também os concelhos madeirenses de Machico (606), Ponta do Sol (570) e Santa Cruz (548) e ainda o concelho alentejano de Alcoutim (556).

Na última análise, Portugal tinha um concelho em risco extremo de infeção com o coronavírus SARS-CoV-2 e quatro em risco muito elevado.

Na nota explicativa dos dados por concelhos é referido que a incidência cumulativa "corresponde ao quociente entre o número de novos casos confirmados nos 14 dias anteriores ao momento de análise e a população residente estimada”.

O boletim de hoje revela ainda que 37 dos 308 concelhos portugueses tiveram zero casos de infeção neste período: Alter do Chão, Alvito, Angra do Heroísmo, Avis, Cabeceiras de Basto, Calheta (Açores), Carregal do Sal, Chamusca, Corvo, Ferreira do Zêzere, Freixo de Espada à Cinta, Horta, Lajes das Flores, Lajes do Pico, Mação, Madalena, Marvão, Mêda, Mesão Frio, Miranda do Douro, Monchique, Mora, Mourão, Oleiros, Penedono, Ribeira de Pena, Sabugal, Santa Cruz da Graciosa, Santa Cruz das Flores, Sousel, Terras de Bouro, Torre de Moncorvo, Velas, Vila Franca do Campo, Vila Nova de Poiares, Vila Velha de Ródão e Vinhais.

Portugal registou hoje 16 mortes relacionadas com a covid-19 e 248 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o relatório da situação epidemiológica da DGS, o número de doentes internados em enfermaria subiu para 771, mais seis do que no domingo.

Nas unidades de cuidados intensivos (UCI) estão 165 doentes internados, menos cinco face à véspera.

Os dados indicam ainda que 555 pessoas foram dadas como recuperadas, fazendo subir para 767.874 o número total de recuperados desde o início da pandemia em Portugal, em março de 2020.

Os casos ativos em Portugal continuam a registar uma diminuição, com 33.120 contabilizados hoje, menos 323.

Desde março de 2020, Portugal já registou 16.784 mortes associadas à covid-19 e 817.778 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2.

As autoridades de saúde têm em vigilância 15.080 contactos, mais 94 relativamente ao dia anterior.

De acordo com os últimos dados da Direção-Geral da Saúde, Portugal tem atualmente 1.351.516 pessoas vacinadas contra a covid-19: 903.964 com a primeira dose e 447.552 com a segunda dose.

Em Portugal, morreram 16.784 pessoas dos 817.778 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.716.035 mortos no mundo, resultantes de mais de 123 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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