Braga, sexta-feira

Povoado fortificado de Cossourado é monumento nacional

Regional

07 Junho 2021

Lusa

O povoado fortificado de Cossourado, ou Forte da Cidade, nos concelhos de Paredes de Coura e Vila Nova de Cerveira, foi classificado como sítio de Interesse Nacional, de acordo com um decreto publicado hoje em Diário da República (DR).

Segundo o decreto-lei, é atribuído àquele conjunto situado no distrito de Viana do Castelo a designação de monumento nacional.


O "Povoado Fortificado de Cossourado distribui-se pelos lugares do Forte da Cidade, em Paredes de Coura, e do Monte da Cividade, em Vila Nova de Cerveira, assim nomeados em função deste antigo castro da Idade do Ferro".


"Implantado numa área elevada e em posição estratégica de domínio sobre a paisagem circundante, o povoado desenvolve-se por uma área de cerca de 10 hectares, sendo constituído pela habitual zona habitacional, que integra construções de planta circular e alongada com distintas funcionalidades, onde se destaca um torreão de pedra e terra, e um forte sistema de defesa, formado por três linhas de muralhas adaptadas ao relevo do terreno".


O "espólio recolhido no local é bastante específico desta cronologia, e igualmente denunciador das atividades económicas de base agropastoril que dominariam o quotidiano da comunidade, permitindo, em conjugação com os vestígios arquitetónicos das estruturas defensivas e domésticas, de uso residencial, económico e comunitário, compreender melhor a cultura castreja".


"Dotado de estruturas com algumas características e dimensões invulgares, e situado numa área de sensibilidade arqueológica de altíssimo valor cultural, o Povoado Fortificado de Cossourado constitui, assim, um sítio excecional no panorama nacional e internacional", destaca o decreto-lei.


Entre o material recolhido no local encontram-se "fragmentos de cerâmica da Idade do Ferro, mós manuais, artefactos de bronze e pesos de rede, num testemunho claro das atividades económicas que dominariam o quotidiano da sua população".


O processo de classificação foi iniciado pela Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), em 2013.


A distinção agora atribuída "reflete os critérios constantes do artigo 17.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, relativos ao caráter matricial do bem, ao seu interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua conceção arquitetónica e paisagística, à sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva, à sua importância do ponto de vista da investigação histórica ou científica, e às circunstâncias suscetíveis de acarretarem diminuição ou perda da sua perenidade ou integridade".
 

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