Braga, segunda-feira

Prémio Lux nasceu para dar ao cinema e à cultura europeia um espaço próprio

Diversos

30 Novembro 2019

Redação

Lux Film Days, que levam os filmes finalistas do Prémio Lux de Cinema do Parlamento Europeu a várias cidades, trouxe ontem a Braga o filme The Realm, de Rodrigo Sorogoyen. Eurodeputado José Manuel Fernandes realçou importância deste prémio.

Pela segunda vez, a cidade de Braga recebeu ontem o ‘Lux Film Days’ com o filme ‘The Realm’ de Rodrigo Sorogoyen, um dos três filmes finalistas do Prémio Lux de Cinema do Parlamento Europeu. “A União Europeia nasceu para devolver progressivamente a Europa aos eu- ropeus. De igual modo, o Prémio Lux nasceu para dar ao cinema e à cultura europeia um espaço próprio”, defendeu o eu- rodeputado José Manuel Fernandes, que aceitou o desafio e assistiu ontem ao filme, acreditando que o Prémio Lux “é funda- mental na caminhada de mãos dadas que a tecnologia e a indústria cinematográfica têm de fazer”.


Promover a produção cinematográfica europeia, fomentando a distribuição de filmes europeus e estimulando o debate em torno de temas actuais são as missões deste prémio criado pela Comissão da Juventude e de Cultura do Parlamento Europeu em 2007. “Todos os filmes que competem para este prémio são traduzidos nas 24 línguas oficiais da União Europeia e reproduzidos nos 28 estados membros”, referiu o eurodeputado, aplaudindo a “participação interessante” de Portugal no Prémio Lux, um evento com “grande relevância” no plano político, económico e artístico.


“O cinema europeu compete, a nível global, com indústrias fortíssimas. E esta é uma batalha cultural: o que vemos é também o que vivemos, no ecrã como na vida. Assim, o cinema é uma ferramenta político-económica”, defendeu o eurodeputado.


Por outro lado, continuou José Manuel Fernandes, “o Plano Marshall esteve para a economia como o Acordo Blum-Byrnes esteve para a cultura, este último abrindo as portas das salas de cinema europeias a dezenas de milhares de produções americanas que marcaram gerações e a hegemonia dos EUA na Europa Ocidental”.


Já do ponto de vista económico, “não espanta” que os países mais ricos do mundo tenham as duas indústrias cinematográficas mais desenvolvidas. “Há aqui uma coincidência a que a União Europeia está atenta. E na era do Neflix e de outras plataformas análogas, a aposta na tecnologia e na indústria cinematográfica tem de andar de mão dada. É um caminho que estamos a percorrer e o Prémio Lux é fundamental nesta caminhada”, assegurou ainda o eurodeputado.
 

Também para Sofia Empis, do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, este prémio, “pretende ajudar e apoiar a indústria de cinema europeia, que tem qualidade mas tem muito menos meios financeiros que os gigantes da indústria cinematográfica”, lembrando que “raramente” um filme europeu é distribuído pelas salas de cinema.


A pensar nisso, o Parlamento Europeu quer “dar notoriedade para estes filmes, financiando a legendagem o que acaba por ser um grande impulso, já que muitas vezes o problema do distribuidor é gastar dinheiro na legendagem”, referiu.


Na edição deste ano, foram cerca de 50 as candidaturas ao prémio Lux. Nos Lux Filme Days os três filmes finalistas passam nos 28 países membros e em várias cidades. E apesar dos Lux Filme Days ainda levarem pouca gente às salas de cinema, o certo é que quem vê gosta dos filmes.

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