Braga, quarta-feira

Presidente do Guimarães estranha 'timing' de decisão de regresso do público

Desporto

02 Junho 2021

Lusa

O presidente do Vitória de Guimarães, Miguel Pinto Lisboa, lamentou hoje o 'timing' da decisão de que os recintos desportivos vão poder receber adeptos, até 33% da lotação máxima, já a partir de 14 de junho.

O presidente do Vitória de Guimarães, Miguel Pinto Lisboa, lamentou hoje o 'timing' da decisão de que os recintos desportivos vão poder receber adeptos, até 33% da lotação máxima, já a partir de 14 de junho.

O Governo anunciou, hoje, que os recintos desportivos de todas as modalidades poderão preencher até um terço da sua lotação para espetadores a partir de 14 de junho, podendo ser exigido um teste negativo à covid-19.

Carlos Pinto Lisboa falava no final de uma assembleia geral da Liga portuguesa e reagiu à decisão de que os recintos desportivos podem voltar a receber adeptos, depois de o desporto ter sido muito afetado com a pandemia covid-19, motivando a suspensão das competições e o impedimento de o público assistir aos eventos mesmo depois de retomadas as provas, como forma de combate à doença.

"É um tema transversal a todos os clubes e instituições e importa referir que têm de ser definidos os critérios em que isso vai acontecer. Os clubes e os adeptos têm de saber com o que é que podem contar, quais devem ser as expectativas para a próxima época. Têm de saber em rigor como se vai desenvolver a próxima época. Acho estranho que seja depois do fim da época e de um jogo europeu. Parece-me que já podiam ter sido implementadas as medidas. Mas importa saber em rigor como se vai processar. Futebol sem adeptos não é a mesma coisa", referiu.

Miguel Pinto Lisboa revelou-se ainda insatisfeito com a percentagem de adeptos que poderão ir aos estádios.

"Parece-me curto, mas temos que começar por algum lado", finalizou.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.681.985 mortos no mundo, resultantes de mais de 171 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 17.025 pessoas dos 849.538 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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