Braga, quinta-feira

Presidente recorda cónego José Marques como um dos 'mais distintos medievalistas'

Regional

30 Janeiro 2021

Redação

O Presidente da República recordou hoje como um dos "mais distintos medievalistas" o historiador e cónego José Marques, que morreu no sábado aos 83 anos, em Braga.

O Presidente da República recordou hoje como um dos "mais distintos medievalistas" o historiador e cónego José Marques, que morreu no sábado aos 83 anos, em Braga.

"Com o desaparecimento do professor José Marques, a historiografia portuguesa perde um dos seus mais distintos medievalistas, autor de uma vasta obra que tem por território de eleição a arquidiocese de Braga e as regiões do Minho e de Trás-os-Montes", lê-se numa nota de Marcelo Rebelo de Sousa, publicada no ‘site’ da Presidência da República.

"Historiador prestigiado nacional e internacionalmente, vice-presidente do Comité de Paleografia Latina da UNESCO, membro da Academia Portuguesa da História", José Marques "foi também um destacado sacerdote da arquidiocese de Braga, por todos respeitado como exemplo de homem de ciência e de fé", acrescenta-se na nota.

José Marques nasceu em 12 de agosto de 1937, em Roussas, no concelho de Melgaço, no Minho. Estudou no seminário da arquidiocese de Braga, tendo sido ordenado sacerdote em 1961, e colocado no Seminário Conciliar, onde esteve até 1970.

Em 1974, licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e prosseguiu os estudos de Bibliotecário-Arquivista, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em que se especializou.

Apresentou uma tese de doutoramento, em 1982, sobre "A Arquidiocese de Braga no século XV", na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde foi professor catedrático.

José Marques colaborou com as universidades de Coimbra, Açores, Católica Portuguesa, Fluminense de Niterói, no Brasil, e com a Universidade de Louvain-la-Neuve, na Bélgica.

Foi diretor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1982-1985) e coordenador, de 1984 a 1998, da "Revista da Faculdade de Letras", nas séries de História, Filosofia e Línguas e Literaturas Modernas.

Membro, desde 1983, da Academia Portuguesa da História, foi vice-presidente do Instituto Galaico-Minhoto, do qual foi um dos fundadores em 1982.

Foi sócio-correspondente da Real Academia de la Historia de Madrid, das sociedades de Estudos Medievais, portuguesa, da qual foi sócio fundador, em 1985, e da espanhola, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Comission Internationalle de Diplomatique, tendo sido seu vice-presidente em 2008, e do Comité International de Paléographie Latine, da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), desde 1989.

A sua investigação científica foi, essencialmente, sobre o período da História Medieval Portuguesa, no quadro cronológico até ao século XV e no contexto geográfico da arquidiocese de Braga (territórios do Minho e Trás-os-Montes).

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