Braga, segunda-feira

Produção artesanal nacional é certificada a partir de Braga

Regional

03 Fevereiro 2021

Redação

É a partir de Braga, na A.certifica que é certificada toda a produção nacional de artesanato. A lista de certificações conta já com 15 produtos, mas prepara-se para aumentar em 2020.

Com sede em Braga, a A.CERTIFICA, único organismo no país dedicado à certificação de produções artesanais tradicionais, conta com já com 15 produtos certificados, oriundos de vários pontos do país.

Este é

A certificação é sinónimo da garantia da qualidade e autenticidade da produção, como explica Teresa Costa, directora-executiva: “Nós garantimos ao consumidor que ele está adquiri um produto tradicional, elaborado à mão e que cumpre os requisitos de um caderno de especificações fiel à produção artesanal”.

A certificação não impede a inovação, ao contrário do que se possa pensar. “Qualquer produção tem sempre uma área de inovação que também faz falta, mas a inovação terá sempre de respeitar parâmetros que não descaracterizem a sua produção”, explica a responsável.

São 15 os produtos artesanais certificados até ao momento pela A.CERTIFICA: Bordado de Viana do Castelo, Traje à Vianense, Figurado de Barcelos, Olaria de Barcelos, Bordado de Crivo de São Miguel da Carreira (Barcelos), Bordado de Guimarães, Viola Braguesa, Viola Beiroa, Filigrana de Portugal, Rendas de Bilros, Bordado de Tibaldinho, Junça da Beselga, Bordado de Castelo Branco, Bonecos de Estremoz e Barro Preto de Olho Marinho.

A pandemia causada pela covid-19 também afecta, de certa forma, o desenrolar dos processos certificação. A certificação Barro Preto de Olho Marinho, concluída neste mês de Fevereiro, terá a sua apresentação pública, em Vila Nova de Poiares, adiada “para o mais breve possível” devido à actual situação do país.

Ainda este ano deve ficar concluído o caderno de especificações do cavaquinho, que está a ser elaborado pela Associação ‘Portugal à Mão’. Seguir-se-á a sua certificação, num processo encetado pelo Município de Braga como entidade promotora.

Em vias de certificação está ainda o Barro Preto de Molelos, produto tradicional daquela freguesia de Tondela.“Estamos também a aguardar a aprovação do caderno de certificação dos Estanhos da Bodiosa, uma arte muito trabalhosa que encontramos em Viseu”, acrescenta.

Em carteira está igualmente a certificação do Bordado das Caldas da Rainha e das Rendas de Bilros de Peniche, processos que a directora executiva espera poder concluir ainda em 2021.

Teresa Costa explica que um processo de certificação inicia sempre com a elaboração do caderno de especificações que, quando concluído é submetido a uma Comissão do IEFP para aprovação. Segue depois para publicação em Diário da República e só a partir daí é que a A.CERTIFICA pode certificar a produção.

O processo de certificação implica “ir ao terreno” averiguar se o processo de produção cumpre todas as especificações contempladas no caderno aprovado.

Quem pretender ver a sua produção artesanal certificada tem de possuir a carta de unidade produtiva artesanal.

Teresa Costa esclarece ainda que a certificação “não serve para proibir alguém de fazer, de produzir determinado produto. Pelo contrário A:CERTIFICA valida os processos para que quem produz, garantindo o cumprimento das regras e dessa forma dá uma garantia a quem compra”.

Como é referido na apresentação deste organismo de certificação, a A.CERTIFICA “manifesta o compromisso de contribuir para a difusão e dignificação das tradições portuguesas” e para uma “maior satisfação de todas as partes interessadas”, quer sejam consumidores, clientes, instituições ou agentes económicos relacionados com a actividade.

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