Braga,

Professores de português contestam falta de vagas para ensino da língua na Galiza

Regional

11 Dezembro 2019

Lusa

A Associação de Docentes de Português na Galiza (DPG) criticou hoje a falta de vagas para o ensino da língua portuguesa prevista na Oferta de Emprego Público para 2020 e vai exigir que a Conselharia de Educação reconsidere aquela decisão.

Em comunicado hoje enviado à agência Lusa, a DPG refere que na convocatória prévia da Oferta de Emprego Público para 2020, recentemente publicada pelo Governo da região da Galiza, estão contempladas "2.036 vagas", nenhuma para o ensino da língua portuguesa.
 

"Com 2.036 vagas anunciadas, a publicação prévia do Governo inclui zero vagas de língua portuguesa", sustentam os docentes.
 

A DPG adiantou ter um parecer que contesta aquela convocatória, subscrito pela Associaçom Galega da Língua, Academia Galega da Língua Portuguesa e A Mesa pola Normalización Linguística, que vai enviar para o diretor-geral de recursos humanos da Conselharia de Educação, da Junta da Galiza, no sentido de ver revertida aquela situação.
 

"A falta de vagas na publicação prévia da convocatória de 2020 para a especialidade de português alarma as nossas organizações por representar o menosprezo da lei de promoção da língua portuguesa", referem.
 

No documento reclamam ainda que "em futuras convocatórias seja incluída uma previsão de aumento constante e regular do número de vagas da especialidade até colmatar a necessidades de oferta de português em todos os centros de secundário da Galiza".
 

Os docentes de português dizem estar "indignados" com a convocatória prévia agora divulgada, que classificam de "grave" por colocar em causa "a qualidade e expansão do ensino da língua portuguesa", na Galiza.
 

"Atualmente, apenas sete docentes possuem especialização para o ensino da língua portuguesa na totalidade de centros de ensino secundário da Galiza. Já em 2013, os promotores da Lei Paz Andrade tinham alertado para a necessidade de iniciar o ensino da língua portuguesa, nesse ano, com um mínimo de 20 docentes especializados", reforçam.
 

A introdução do ensino da língua e cultura portuguesa no sistema educativo espanhol consta da lei 1/2014 aprovada em abril desse ano pelo parlamento daquela região de Espanha.
 

O diploma nasceu de uma iniciativa popular, conhecida como Iniciativa Legislativa Popular Valentín Paz-Andrade.
 

A lei Paz Andrade, prevê a inclusão do ensino da língua portuguesa nos centros escolares do ensino primário e secundário e a promoção de conteúdos em português nos meios de comunicação social públicos. Também visava a entrada das instituições públicas galegas nos organismos internacionais do espaço de língua portuguesa.
 

A DPG denunciou ainda que o "ensino da língua portuguesa na Galiza continua a ser ministrado por docentes que se voluntariam para o efeito, mas que não possuem, oficialmente, nem a especialização exigida".
 

"O ensino de português no secundário continua sem mínimos de previsão, expansão ou consolidação dos diferentes níveis, nem de condições laborais adequadas para a implementação de uma disciplina que, hoje, exige especialização".

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